- Governo e o BNDES vão lançar, na quinta-feira, uma linha de financiamento para ferrovias com prazo de pagamento de até quarenta anos, com apresentação na B3 durante o evento “Novos Caminhos sobre Trilhos: O Futuro das Ferrovias no Brasil”.
- O objetivo é ampliar a participação de investidores internacionais em projetos como Ferrogrão e EF-118 (Anel Ferroviário do Sudeste).
- A linha busca adequar o financiamento público à realidade dos empreendimentos ferroviários, com prazos ampliados e possível carência para reduzir a pressão financeira durante a implantação.
- No Anel Sudeste, o TCU deve concluir a análise do projeto até julho e o edital pode sair ainda em 2026; o leilão seria em outubro, com o aporte total estimado de R$ 6,6 bilhões para a implantação.
- O trecho inicial terá duzentos e quarenta e seis quilômetros entre Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ), com possibilidade de extensão até Nova Iguaçu (RJ); parte do investimento virá da outorga de outras concessões, no montante de R$ 4,1 bilhões.
O governo federal e o BNDES vão lançar nesta quinta-feira (11) uma nova linha de financiamento para projetos ferroviários com prazo de pagamento mais amplo. A informação foi confirmada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, em participação no programa Bom Dia, Ministro. O anúncio deve ocorrer durante o evento Novos Caminhos sobre Trilhos: O Futuro das Ferrovias no Brasil.
Segundo o Ministério dos Transportes, o prazo máximo de pagamento previsto é de 40 anos. A iniciativa busca ampliar a participação de investidores internacionais em projetos como Ferrogrão e EF-118 (Anel Ferroviário do Sudeste), que demandam altos recursos e retorno a longo prazo. Também devem haver condições de carência mais previsíveis para as obras.
A proposta surge para adaptar o financiamento público à realidade do setor, que envolve elevados investimentos iniciais e retorno gradual. A expectativa é que a linha facilite a viabilização de empreendimentos com perfil de longo prazo, aumentando a competitividade de futuras licitações.
A pasta indica ainda que mecanismos tradicionais não refletem as particularidades da ferrovia, tornando necessário ajustar prazos e condições para ampliar a atratividade aos investidores, principalmente estrangeiros.
Anel Sudeste
Durante o programa, Santoro mencionou que pesquisas arqueológicas, exigidas pelo Iphan, não devem atrasar o cronograma da EF-118. O TCU deve concluir a análise do projeto até julho, com edital possível ainda em 2026. O leilão pode ocorrer em outubro, dependendo do andamento.
O cronograma atual prevê que o leilão da EF-118 seja o primeiro a ocorrer neste ano, com o edital seguindo após a conclusão do parecer do TCU. O projeto envolve investimentos estimados para a implantação da ferrovia, com aportes de outorga de outras concessões.
A ferrovia EF-118 terá na primeira fase 246 quilômetros entre Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ), com a possibilidade de extensão até Nova Iguaçu (RJ) no futuro. O investimento total previsto é de cerca de R$ 6,6 bilhões, incluindo aporte de R$ 4,1 bilhões de outorgas.
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