- Ana Madeira, economista-chefe para o Brasil do Morgan Stanley, disse que o arranjo fiscal continua como ponto de alerta para a atratividade de investidores estrangeiros.
- Ela afirmou, em seminário em São Paulo, que medidas fiscais e seus impactos diretos e indiretos são significativos para o cenário macro.
- Madeira mencionou que houve um rebalanceamento de riscos desde o início do ano, com o Brasil tendo visto uma redução no risco percebido por estrangeiros.
- O petróleo em alta ajudou o fiscal brasileiro, e o país, como exportador líquido, conseguiu mitigar efeitos inflacionários do choque.
- Com a proximidade do ciclo eleitoral, a volatilidade tende a aumentar no segundo semestre, virando tema central para investidores.
A economista-chefe para Brasil do Morgan Stanley, Ana Madeira, afirma que o arranjo fiscal brasileiro continua como ponto de alerta para investidores estrangeiros. Ela falou sobre o tema durante seminário promovido pelo Lide, em São Paulo, nesta terça-feira (9).
Madeira comentou que, ao analisar medidas fiscais e dados que afetam diretamente as contas públicas, além de impactos indiretos de medidas parafiscais, chega-se a uma soma significativa que preocupa o mercado. Segundo ela, isso já influencia a percepção de atratividade no cenário doméstico.
A especialista destacou que o país passou por um rebalanceamento de riscos desde o início do ano, com redução do risco percebido pelos investidores estrangeiros. Anteriormente, o Brasil apresentava carrego alto, real valorizado e volatilidade menor, sem grandes novidades fiscais.
Sobre o choque do petróleo, Madeira explicou que o Brasil, como exportador líquido de petróleo, se saiu relativamente bem. O preço do barril elevado ajuda o fiscal, e há mitigação de impactos inflacionários por medidas adotadas pelo governo.
Por fim, com a proximidade do ciclo eleitoral, a volatilidade tende a aumentar no segundo semestre. Nesse contexto, o tema fiscal passa a ser o principal foco de atenção dos investidores, segundo a economista.
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