- O Ministério Público do Rio Grande do Sul lançou operação contra organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, que teria lavado cerca de R$ 100 milhões.
- O esquema, chamado de “gado de papel”, usava compra falsa de bovinos e atividades agropecuárias inexistentes para ocultar recursos.
- Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão; nove pessoas foram presas (uma em flagrante e oito preventivas) em diversas cidades do estado e em presídios, além de ações em Santa Catarina.
- Foram apreendidos 46 celulares, oito notebooks, duas armas, dois veículos, um imóvel e houve bloqueio judicial de R$ 100,7 milhões.
- A operação contou com a atuação do Gaeco, Brigada Militar, Polícia Penal, Promotoria de Defesa do Consumidor de Porto Alegre e SEAPI/RS.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul desarticulou nesta terça-feira (9) um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas, que movimentou cerca de R$ 100 milhões. A operação envolveu 35 mandados de busca e apreensão e 9 prisões, sendo uma em flagrante e oito preventivas. As ações ocorreram em diversas cidades do estado, além de ações em presídios e em cidades de Santa Catarina.
Segundo o MP, o grupo simulava operações agropecuárias para ocultar recursos ilícitos. O esquema ficava conhecido como “gado de papel” e utilizava a falsa compra de bovinos e atividades agropecuárias inexistentes para justificar entradas de dinheiro.
O Gaeco, em parceria com a Brigada Militar, a Polícia Penal, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre e a SEAPI/RS, coordenou a operação, que contou com monitoramento por drones. As investigações apontaram a existência de cerca de 30 pessoas envolvidas e o uso de “laranjas” para emitir notas fiscais e GTAs sem movimentação real de rebanho.
Investigação e desdobramentos
Foram cumpridos mandados em Alegrete (12), Quaraí (2), Pelotas (7), Capão do Leão, Itaqui, Canoas e São Leopoldo, além de ações em presídios de São Gabriel, Uruguaiana e Cachoeira do Sul, e em Palhoça e Joinville, em Santa Catarina. Ao todo, houve a apreensão de 46 celulares, oito notebooks, duas armas, dois veículos e cerca de R$ 37 mil em dinheiro, além do sequestro de um imóvel.
O bloqueio judicial de R$ 100,7 milhões foi decretado para a organização. O líder, apontado como “rei do gado”, já está preso e atuava dentro de um presídio, com atribuições divididas entre familiares e terceiros para a movimentação financeira e emissão de documentos.
Contexto da operação
A investigação, conduzida ao longo de 10 meses, também identificou mecanismos de falsidade ideológica e vendas fictícias entre integrantes. O objetivo era mascarar a origem de recursos provenientes do tráfico, por meio de estruturas ligadas à agropecuária simulada e a escrituração de documentos sem lastro real.
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