- Novo pedido de CPI envolvendo o Banco Master gerou embate entre os senadores Renan Calheiros e Eudócia Caldas na CAE durante a sessão desta terça-feira (9).
- O confronto ocorreu na audiência pública com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em meio à crise do banco distrital ligado ao caso do Master.
- O conflito tem relação com investimentos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) no Master e com a atuação do BM G (Banco Mineiro) no tema de consignados.
- Renan apresentou um projeto de lei para garantir a cobertura integral do Fundo Garantidor de Créditos para recursos de regimes próprios de Previdência que investiram no Master; a senadora o acusou de favorecer Vorcaro.
- Eudócia afirmou que a proposta busca defender o BMG e não os aposentados, enquanto Renan disse que a prioridade é ressarcir as vítimas, independente de quem tenha cometido os roubos; o BMG não se manifestou.
Um novo pedido de CPI envolvendo o Banco Master provocou um intenso debate entre senadores na CAE, nesta terça-feira (9). A discussão ocorreu durante audiência pública com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. O objetivo é investigar irregularidades associadas ao Master e a operações com outros bancos.
O banco distrital passa por crise após negócios com o banco de Daniel Vorcaro, liquidado pelo BC no ano anterior e alvo de apurações da Polícia Federal por suspeitas de fraude. A reunião ocorreu na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
Conflito entre aliados alagoanos
Durante a sessão, Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da CAE, e Eudócia Caldas (PSDB-AL) travaram ataque e defesa sobre o tema, com acenos a uma possível CPI que abrangeria o Master e o BMG. O embate envolve, ainda, o interesse de aprofundar investigações sobre consignados de aposentados.
A pauta envolve investimentos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) no Master. Renan apresentou um projeto de lei para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para recursos de regimes próprios de previdência que investiram no Master.
Eudócia rebateu, afirmando que a iniciativa favorece o Master, ao defender o pagamento de rombos pelo FGC, em vez de proteger os aposentados. A senadora alegou que o adversário atua como defensor do banco envolvido na operação.
Renan, por sua vez, defendeu a proteção aos aposentados, assegurando que as vítimas serão ressarcidas, independentemente de quem cometeu eventuais irregularidades. Alega que não há prejulgamento, apenas medidas para recompor perdas.
Sobre o desfecho, o BMG informou, por meio de nota, que não vai se manifestar sobre o assunto. Não houve confirmação de novas datas para atos da CAE nem de novas sessões sobre o tema.
O que está em jogo é a avaliação de medidas de responsabilização e de salvaguardas para investidores públicos, além do possível alargamento de uma CPI que envolva o Master e o BMG. A CAE segue acompanhando o caso e discutindo caminhos para esclarecer as operações questionadas.
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