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Petróleo cai mais de 2% ante trégua entre Israel e Irã

Petróleo cai mais de 2% após trégua entre Israel e Irã, com Brent próximo de US$ 91 e impactos ainda incertos para o mercado global

Navios ancorados em Bandar Abbas, no Irã, esperam liberação do tráfego pelo estreito de Hormuz
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  • O petróleo caiu mais de 2% nesta terça-feira, após a trégua anunciada na segunda-feira (8) entre Israel e Irã.
  • O barril Brent era negociado em US$ 91,57, queda de 2,84% no dia; o WTI estava em US$ 88,63, recuo de 2,92%.
  • Mesmo com a redução, ataques ao Líbano continuaram, e autoridades iranianas disseram poder retomar ofensivas contra Israel caso a trégua não seja respeitada.
  • A ONU pediu o fim imediato dos ataques e que o cessar-fogo seja cumprido no Líbano, no Irã e em Gaza.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que dois tripulantes de um helicóptero americano estão bem após a queda no estreito de Hormuz; não há confirmação sobre a causa.

O petróleo recuou após a trégua anunciada entre Israel e Irã na segunda-feira, 8 de junho, influenciando o mercado global. A queda ocorreu apesar de bombardeios recentes no Líbano e no Irã, que mantêm a tensão regional. O movimento foi visto como resposta à possibilidade de redução de riscos imediatos.

O barril Brent operava perto de 91,57 dólares, queda de 2,84% por volta das 10h45 (horário de Brasília). O contrato de agosto registrou desvalorização ao longo da sessão, refletindo o cenário de menor demanda especulativa no curto prazo. O WTI, nos Estados Unidos, caía 2,92%, para 88,63 dólares.

A trégua foi anunciada horas após novos ataques entre Israel e grupos próximos ao Irã, elevando temporariamente os preços. No entanto, a reversão do choque inicial ajudou a reduzir lesões ao mercado, mantendo o petróleo em território de baixa ao longo do dia.

Paralelamente, ataques ao sul do Líbano, com atuação de aliados do Irã, continuaram. Autoridades iranianas sinalizaram a possibilidade de retomar ataques a Israel caso o acordo de cessar-fogo não seja cumprido por todas as partes. O cenário geopolítico segue instável.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu novamente o fim imediato dos ataques e o respeito ao cessar-fogo em Gaza, no Líbano e no Irã, enfatizando a urgência de contenção. A posição reforça a pressão internacional por desescalar a região.

Nesta terça-feira, Donald Trump informou que dois tripulantes de um helicóptero militar dos EUA estavam bem após a queda do veículo no estreito de Hormuz. Não ficou claro se a aeronave foi atingida ou se houve falha técnica. Um relatório sobre o ocorrido seria divulgado.

Trump mencionou, sem detalhes, a possibilidade de uma ideia de acordo com o Irã em alguns dias. O foco do governo americano continua a exigir garantias de não desenvolvimento de arma nuclear pelo Irã, além da liberação de ativos congelados e reconhecimento de controle sobre Hormuz.

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