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Poupança registra entrada líquida de 2,6 bilhões em maio

Poupança registra entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio, primeira alta do ano, com saques superados por depósitos e rendimentos de R$ 6,2 bilhões

Captação da poupança bate recorde para meses de setembro
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  • Poupança teve entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio, com depósitos de R$ 368,4 bilhões e saques de R$ 365,8 bilhões.
  • Rendimentos creditados somaram R$ 6,2 bilhões; o saldo da poupança fica em pouco mais de R$ 1 trilhão.
  • Este é o primeiro mês do ano com entrada líquida; em anos anteriores houve saques líquidos significativos.
  • Nos primeiros cinco meses de 2026, as retiradas líquidas somam R$ 39,1 bilhões; a Selic alta estimula aplicações com melhor rendimento.
  • Em abril, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic para 14,5% ao ano, mantendo o ciclo de queda em meio a inflação e novidades econômicas.

O saldo da poupança em maio mostrou entrada líquida de 2,6 bilhões de reais, com mais depósitos que saques. Os rendimentos creditados somaram 6,2 bilhões. O saldo da poupança ficou pouco acima de 1 trilhão de reais.

No mês, foram aplicados 368,4 bilhões frente a 365,8 bilhões retirados. Este é o primeiro mês de 2026 em que a poupança registra entrada líquida, após anos de saques superiores a depósitos.

A retirada líquida acumulada nos cinco primeiros meses é de 39,1 bilhões. Entre os motivos, está a Selic elevada, que torna investimentos com maior retorno mais atrativos do que a poupança.

Contexto da taxa Selic

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Em abril, o Copom reduziu a taxa em 0,25 ponto, para 14,5% ao ano, pela segunda vez consecutiva.

Cenário inflacionário e impactos

A taxa básica de juros segue como instrumento para ancorar a inflação, com metas de 3% para o IPCA. A alta de juros costuma reduzir a demanda e, consequentemente, frear pressões de preços.

Em abril, alimentos contribuíram para a inflação oficial, que fechou o mês em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, ainda dentro do teto da meta.

A inflação de maio será divulgada pelo IBGE na próxima sexta-feira. Dados oficiais ajudam a entender o comportamento do consumo e o desempenho da poupança.

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