- A prefeitura assinou um memorando com a Elea Data Centers para um aporte inicial de US$ 550 milhões no projeto Rio AI City, visando transformar o Rio de Janeiro em capital da inteligência artificial.
- A Elea foi adquirida pela gestora americana I Square Capital, com compromisso de investir até US$ 10 bilhões na expansão no Brasil, incluindo o Rio AI City, que pode receber até US$ 65 bilhões no total.
- O complexo na Barra da Tijuca terá capacidade energética inicial de 1,5 gigavats (GW), com projeção de chegar a mais de 3 GW em 2032; o primeiro data center já está em operação.
- O Rio Web Summit registrou recorde de participação, com 1.572 startups, 12% a mais que no ano anterior, e 43% das empresas fundadas por mulheres; a edição deve reunir mais de 40 mil pessoas até quinta-feira no Riocentro.
- O evento é visto como parte da estratégia da prefeitura para tornar o Rio uma das capitais globais de tecnologia, com participação de grandes nomes como Microsoft, OpenAI e Google, além de discussões sobre regulação de IA.
O Rio Web Summit abriu com a assinatura de um memorando de entendimento que formaliza um aporte inicial de US$ 550 milhões para expandir o hub de data centers do Rio AI City, nas imediações do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. O ato ocorreu durante a cerimônia de abertura, com a presença do prefeito Eduardo Cavaliere e do CEO da Elea Data Centers, Alessandro Lombardi.
A Prefeitura de Rio de Janeiro busca consolidar a cidade como uma capital global de inteligência artificial. O acordo com a Elea, que passou a integrar a gestora americana I Square Capital, marca o primeiro aporte do plano de investimentos que pode chegar a bilhões de dólares para ampliar o projeto no país.
O complexo de data centers terá capacidade energética inicial de 1,5 GW, com meta de ultrapassar 3 GW até 2032. O primeiro data center já está em operação, integrando o polo de tecnologia destinado a fortalecer conectividade, energia e logística no Sul Global.
Sediar o Rio Web Summit faz parte da estratégia municipal de posicionar o Rio como polo global de tecnologia até 2030. A edição deste ano registra recorde de participação, com 1.572 startups, 12% a mais que em 2025, e 43% das empresas fundadas por mulheres. A estimativa é de que mais de 40 mil pessoas passem pelo Riocentro até o término do evento.
O presidente do evento no país destacou que o ecossistema de tecnologia no Brasil cresce rapidamente, com acordos internacionais recentes e investimentos significativos, incluindo aporte vindo da China e parcerias com a União Europeia. O objetivo é manter o Brasil no centro das discussões sobre IA e inovação.
Entre as atividades, o Rio Web Summit traz participação de gigantes de tecnologia como Microsoft, OpenAI e Google. Também aparece Luana Lopes Lara, fundadora da Kalshi, empresa de mercado preditivo sediada nos EUA, que informa sobre diferenças entre apostas e mercados preditivos na prática econômica.
Regulação de IA e debates sobre direitos autorais foram temas discutidos durante o evento. Luana Lopes Lara relatou dificuldades regulatórias enfrentadas nos EUA, enquanto o ator Lázaro Ramos participou de um bate-papo sobre proteção de direitos autorais, empregos e saúde mental no uso de IA. As discussões prosseguem com a expectativa de dialogar com autoridades brasileiras sobre adoção de normas nacionais.
Entre na conversa da comunidade