- A nova fase da NR‑1 acelera a revisão de modelos de trabalho com equipes enxutas, diante de alta demanda e aumento de afastamentos por transtornos mentais.
- Em dois mil e vinte e cinco, foram registradas cinqüentossessenta e seis mil quatrocentos e cinquenta e quatro benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais; mulheres representaram sessenta e três vírgula quarenta e seis por cento dos afastamentos, e o estado de São Paulo teve cento e quarenta e nove mil trezentos e setenta e cinco benefícios.
- A Organização Mundial da Saúde estima uma perda global de até um trilhão de dólares por ano em produtividade devido a esses males; a Deloitte aponta que setenta e três por cento das lideranças sentem maior pressão por performance, enquanto a NR‑1 passa a exigir monitoramento de riscos psicossociais.
- Especialistas ressaltam que o desafio não é eliminar cobranças ou metas, e sim revisar estruturas que acumulam funções e geram desgaste, para manter a sustentabilidade operacional e a previsibilidade.
- Setores como condominial e gestão predial enfrentam cobrança emocional contínua; a revisão de modelos de gestão é vista como condição essencial para manter produtividade sem comprometer equipes no médio prazo.
Nos últimos anos, empresas brasileiras aceleraram automação e metas de produtividade para preservar margens. O modelo trouxe ganhos de desempenho, mas aumentou o desgaste sob pressão econômica e estruturas enxutas. Com a NR-1 atualizada, a revisão de funções passou a ser prioridade.
A nova fase da NR-1 intensifica o monitoramento de riscos psicossociais, como sobrecarga e desgaste emocional. Organizações enfrentam custos elevados com saúde mental, em meio a um cenário de maior afastamento por transtornos mentais.
Segundo dados do Ministério da Previdência, 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais foram registrados em 2025, alta de 15,66% frente a 2024. Mulheres representaram 63,46% dos afastamentos.
Impactos operacionais e financeiros
A OMS estima perda global de US$ 1 trilhão/ano em produtividade devido a questões de saúde mental. A Deloitte aponta que 73% das lideranças sentem maior pressão por performance, o que reforça a necessidade de revisão de estruturas.
A mudança não é apenas documental. Analistas destacam que muitas operações dependiam de improviso e acúmulo de funções, elevando o risco de falhas e custos operacionais maiores no médio prazo.
A pesquisa interna aponta que o estado atual de sobrecarga afeta previsibilidade e eficiência. Retrabalho e queda de produtividade aparecem entre os impactos mais citados pelas empresas sob pressão.
Especialistas ressaltam que o desafio não é eliminar metas, mas criar estruturas capazes de sustentar a produção sem comprometer a estabilidade. A sustentabilidade da operação passa a depender da capacidade real das equipes.
Setores com alta cobrança emocional, como gestão de condomínios, viram aumento de conflitos e desgaste. Síndicos e equipes relatam pressão constante sem suporte adequado, elevando riscos operacionais.
Caminhos e demandas
Especialistas defendem equilíbrio entre performance e capacidade de sustentação, com prioridades claras e comunicação assertiva. A capacitação de lideranças é vista como fator-chave para reduzir riscos organizacionais.
Profissionais de gestão e contabilidade destacam que o custo humano afeta a sustentabilidade das atividades. É preciso alinhar metas a capacidades reais e manter rotinas de recuperação.
A NR-1 acelera a percepção de que produtividade sem estrutura eleva exposição jurídica e prejudica equipes. O ajuste de modelos de gestão aparece como desafio central para o médio e longo prazo.
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