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Queda nas importações de petróleo pela China reduz pressão sobre preços globais

Queda de vinte e nove por cento nas importações de petróleo da China em maio ajuda a conter altas globais, mas risco de inflexão persiste se a demanda voltar a crescer

Imagem aérea mostra um petroleiro de bandeira chinesa atracado em um terminal petrolífero no porto de Tsing Yi, em Hong Kong, China, em 19 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Joyce Zhou/Foto de Arquivo
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  • Importações de petróleo da China somaram 33,08 milhões de toneladas em maio, queda de 29% frente ao mesmo mês do ano anterior e 14% ante abril, com refinarias reduzindo a operação.
  • O Brent opera abaixo de US$ 100 por barril, após registro de picos acima de US$ 110 no início de maio.
  • Analistas dizem que a China atua como força de reequilíbrio do mercado, com queda de cerca de 3 milhões de barris por dia na demanda entre fevereiro e fim de maio.
  • A atividade econômica chinesa mostra pressão: tráfego de voos domésticos recuou e a produção industrial avançou apenas 4,1% em abril.
  • O mercado segue atento a um possível ponto de inflexão, com estoques globais ainda em déficit e a trajetória das importações chinesas nos próximos meses definindo o ritmo dos preços.

A China enfrentou queda acentuada nas importações de petróleo em maio, o que ajudou a conter a alta dos preços globais, mesmo diante de interrupções na oferta que já persistem há mais de 100 dias. A queda ocorre em meio a refinarias reduzindo o ritmo de operação.

Dados alfandegários mostram que as importações de petróleo bruto somaram 33,08 milhões de toneladas em maio, queda de 14% frente a abril e 29% ante maio de 2023. O Brent opera abaixo de 100 dólares por barril, após picos acima de 110 dólares no início de maio.

A utilização das refinarias chinesas recuou para 61% no começo de junho, ante 73,2% no fim de fevereiro, segundo a OilChem. As chamadas teapots, compradores de petróleo iraniano com desconto, também revelaram maior fraqueza entre compradores independentes.

Mercado de energia e impactos locais

As pressões sobre a economia da China aparecem com mais força na atividade industrial e no transporte. O número de voos domésticos diários ficou em 11.873 em maio, queda de 6% frente a abril, segundo a VariFlight. Analistas do JPMorgan indicaram que a demanda por petróleo pode ter recuado até 9% em relação a abril.

Em termos de custos, empresas chinesas sinalizam efeitos na cadeia de suprimentos. A produção industrial teve alta de apenas 4,1% em abril, o ritmo mais fraco desde 2023. Companhias ativas no varejo e na indústria relatam desafios com custos de transporte e insumos mais caros.

Perspectivas e incertezas

Mercados avaliam se o recente alívio pode se sustentar diante de estoques globais em consumo acelerado. A Trafigura declarou que o mercado global está em um ponto de inflexão, com déficit persistente. Executivos de grandes empresas destacam a importância de novas informações sobre as reservas estratégicas da China.

Especialistas divergem quanto ao retorno das importações chinesas aos níveis anteriores, dependendo do acesso a estoques visíveis e possivelmente subterrâneos. A previsão de demanda depende ainda da trajetória do preço do petróleo e de decisões sobre o uso de reservas.

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