- Tribunal de Minas Gerais reverteu decisão que obrigava a Sigma Lithium a apresentar garantia de US$ 10 milhões e a cumprir medidas cautelares do Ministério Público.
- A decisão dizia respeito a supostos impactos de poeira, ruído e vibração em comunidades próximas à única mina da empresa, no projeto Grota do Cirilo.
- A Sigma informou que evidências de especialistas independentes refutaram as acusações apresentadas pelos promotores.
- O veredito reduz obstáculos aos planos de expansão da empresa no Vale do Lítio brasileiro, um dos maiores projetos de lítio em rocha dura.
- As ações da Sigma chegaram a subir até 9% no pré-mercado, com valorização acima do dobro no ano, à medida que os preços do lítio se recuperam.
A Sigma Lithium obteve uma vitória na Justiça brasileira que pode facilitar a expansão de sua operação de lítio. O tribunal de Minas Gerais reverteu uma decisão de primeira instância que exigia garantia de US$ 10 milhões e a adoção de medidas cautelares por supostos impactos ambientais.
A subsidiária operacional da Sigma enfrentava questionamentos do Ministério Público estadual relacionados a poeira, ruído e vibração em comunidades próximas à sua única mina, localizada no projeto Grota do Cirilo, no Vale do Lítio brasileiro. A empresa afirma ter apresentado evidências técnicas que contestam as alegações.
Segundo a Sigma, as avaliações independentes apontaram que não houve comprovação de danos significativos. A decisão judicial atual elimina um obstáculo relevante aos planos de expansão do projeto, considerado um dos maiores empreendimentos de lítio em rocha dura da região.
Impacto e contexto
A companhia busca fortalecer sua posição financeira após pressões de liquidez, observadas no início deste ano. A recuperação de ações ocorre em meio ao cenário de alta nos preços do lítio, o que sustenta as perspectivas para produtores da região.
As ações da Sigma chegaram a subir até 9% no pré-mercado em Nova York, refletindo o impacto da decisão. Ao longo do ano, os papéis já registraram valorização substancial.
A Sigma mantém o Grota do Cirilo como uma fonte de lítio de baixo impacto ambiental, conforme suas comunicações oficiais. A empresa não comentou planos específicos de cronograma, apenas destacou a eliminação de incertezas legais.
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