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Trégua Irã-Israel alivia petróleo e influencia balança comercial dos EUA

Trégua Irã-Israel reduz risco regional, mas tensões mantêm petróleo elevado; EUA divulgam balança com déficit esperado de US$ 56,1 bilhões em abril

O petróleo fechou em alta moderada ontem, após um dia de forte volatilidade
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  • O petróleo fechou em alta moderada após nova rodada de ataques entre Irã e Israel: Brent em US$ 94,25 por barril (+1,3%) e WTI em US$ 91,30 (+0,8%), após sessão de volatilidade; o Brent já subiu cerca de 31% desde o início do conflito.
  • Foi anunciada uma trégua após pressão do presidente dos EUA; Irã suspendeu operações contra Israel e autoridades israelenses interromperam ataques ao território iraniano, pelo menos temporariamente. A leitura do mercado é de redução do risco de guerra regional, mas o acordo é frágil, pois depende do que ocorrer no Líbano e com o Hezbollah.
  • O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulga hoje a balança comercial de bens e serviços de abril, com expectativa de déficit de US$ 56,1 bilhões, inferior aos US$ 60,3 bilhões de março. Dados preliminares de bens indicaram déficit de US$ 82,4 bilhões em abril.
  • O déficit menor tende a impulsionar o cálculo do PIB no trimestre, enquanto déficits maiores freiam a leitura da demanda doméstica; em 2026, o comércio exterior americano tem oscilado com incertezas ligadas a tarifas.
  • Informações de fechamento: dólar avançou 0,45%, para R$ 5,180, e a B3 caiu 0,21%, a 168.668,72 pontos.

O petróleo fechou em alta moderada ontem, após nova rodada de ataques entre Irã e Israel. O Brent subiu 1,3% para US$ 94,25 o barril, e o WTI avançou 0,8% para US$ 91,30, ainda abaixo da máxima intraday. A volatilidade foi causada pela escalada recente, que elevou o prêmio de risco no mercado.

A trégua foi anunciada após pressão direta do presidente dos EUA, Donald Trump. O Irã suspendeu operações militares contra Israel, avaliando a resposta como suficiente por ora; em seguida, autoridades israelenses também interromperam ataques ao território iraniano. O mercado viu a pausa como redução do risco de guerra regional, mas manter a fragilidade por condicionantes iranianos com relação ao Líbano e ao Hezbollah.

Trégua e impactos no petróleo

A leitura de pausa levou a uma queda do prêmio de risco, embora os preços não tenham retornado aos níveis pré-conflito. Analistas veem a trégua como temporária e sujeita a novas escaladas caso não haja desfecho definitivo.

Balança comercial dos EUA em foco

O Departamento de Comércio dos EUA divulga hoje a balança de bens e serviços de abril. O mercado projeta déficit de US$ 56,1 bilhões, abaixo dos US$ 60,3 bilhões de março e do menor déficit do ano até aqui. Dados preliminares de bens apontam déficit de US$ 82,4 bilhões em abril, frente a US$ 86,5 bilhões esperados.

A balança mede exportações menos importações. Quedas no déficit tendem a impulsionar o PIB no trimestre; aumentos, o contrário. Em 2026, o comércio externo americano tem mostrado volatilidade, influenciado por efeitos de tarifas nacionais.

Câmbio e bolsa

Dólar encerrou a 5,180 reais, alta de 0,45%. A B3, índice Ibovespa, caiu 0,21%, aos 168.668,72 pontos.

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