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Violência encarece produção e afeta 8 em cada 10 indústrias, diz CNI

Insegurança eleva custos da indústria, com 81% apontando impacto no Custo Brasil; roubo de cargas e crimes cibernéticos pressionam cadeia logística

Divulgação: Pedro Tesch
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  • 81% dos empresários da indústria dizem que a violência eleva o chamado Custo Brasil.
  • Quase dois terços apontam que gastos com segurança no transporte aumentam o preço final dos produtos; 45% dizem que investimentos em vigilância e proteção patrimonial são repassados aos custos de produção.
  • 20% das indústrias já foram vítimas de roubo ou furto de cargas rodoviárias, ocorrendo em mais de dois terços dos casos nas rodovias.
  • 53% dos pesquisados defendem como prioridade o reforço do policiamento em rodovias e rotas de transporte de mercadorias.
  • Uma em seis indústrias teve incidente cibernético nos últimos cinco anos; 30% registraram perdas financeiras por fraudes ou pagamentos relacionados; 75% fazem backups, 67% investem em proteção digital e 45% adotam controles de acesso mais rigorosos.

A insegurança pública deixou de ser apenas um problema operacional para tornar-se um custo para a indústria brasileira. Uma pesquisa da CNI, divulgada nesta terça-feira (9), aponta que 81% dos empresários do setor avaliam que a violência aumenta o chamado Custo Brasil.

O levantamento foi realizado pela Nexus entre março e abril deste ano com 1.003 executivos de indústrias de pequeno, médio e grande porte, em todas as regiões do país. Os resultados indicam que gastos com segurança elevam o preço final dos produtos em quase dois terços das empresas, sobretudo pelo transporte.

Entre os destaques, 45% disseram que investimentos em vigilância e proteção patrimonial são repassados aos custos de produção. Além disso, 20% das indústrias já foram vítimas de roubo ou furto de cargas rodoviárias, ocorrendo em sua maioria em rodovias.

Essa percepção de insegurança também afeta a cadeia de abastecimento. Mais da metade dos entrevistados cita maior dificuldade de previsibilidade de entregas e menor eficiência logística, impactos diretos nos prazos e na confiabilidade do abastecimento.

Medidas adotadas pelas indústrias

Setenta e cinco por cento das empresas afirmam realizar backups periódicos, 67% investem em proteção digital e 45% adotam controles de acesso mais rigorosos. Tais ações visam mitigar riscos cibernéticos e de operacionais.

Entre os incidentes cibernéticos relatados nos últimos cinco anos, um quinto das indústrias afirmou ter passado por vazamentos, invasões ou ataques de ransomware. Nesse cenário, 30% das empresas reportaram perdas financeiras associadas a fraudes ou pagamentos.

Para a CNI, os resultados reforçam que a insegurança é um componente estrutural do Custo Brasil, ampliando despesas com infraestrutura, logística e proteção de dados. Cassio Borges, assessor especial da presidência, reforçou o caráter sistêmico do problema.

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