- Segundo o CEO da Azul, John Rodgerson, o mercado deve perder 10 milhões de passageiros em 2026 por causa da crise do petróleo e da alta do combustível.
- A Azul estima alta de custos de até US$ 3 bilhões neste ano e avalia aumentar tarifas e reduzir oferta para compensar.
- O Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) pode reduzir impactos nos custos e funcionar como fôlego para o setor em meio às turbulências.
- Azul, Latam Brasil, Gol e Abaeté pediram acesso a linhas de crédito do Fnac junto ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).
- A linha de crédito do Fnac terá R$ 5,5 bilhões para 2026, operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com limites variados por empresa.
O presidente da Azul, John Rodgerson, afirmou que o setor pode enfrentar queda de 10 milhões de passageiros em 2026, em razão do aumento dos preços do petróleo. O comentário foi feito durante o Seminário Lide Turismo.
Segundo Rodgerson, os custos da Azul podem subir até US$ 3 bilhões neste ano. A empresa busca compensar esse impacto por meio de reajustes tarifários e redução de oferta. A alta do combustível é ligada à guerra entre EUA, Israel e Irã.
O executivo destacou que o Brasil possui combustível no solo, com refinarias, mas continua com uma das tarifas mais altas do mundo. O objetivo é manter o crescimento, mesmo diante das turbulências do mercado.
Fnac e linhas de crédito para o setor
Na semana, Azul, Latam Brasil, Gol e Abaeté formalizaram no MPor o acesso a linhas de crédito do Fnac. A etapa administrativa foi concluída com a aprovação das normas pelos gestores do Fundo.
A linha terá 5,5 bilhões de reais para 2026 e será operada pelo BNDES. Companhias com participação acima de 5% poderão contratar até 1,8 bilhão cada; as demais, até 166 milhões.
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