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Binance Brasil: cripto não é mais terra sem lei

Brasil avança como mercado relevante; regulação fortalece compliance e cooperação com autoridades protege usuários e sustenta o ecossistema cripto

Victor Martins Gomes, head de Compliance da Binance: “Cripto não é mais terra sem lei.” (BINANCE/Divulgação)
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  • O Brasil é o quinto maior mercado de cripto no mundo, com adoção acelerada pelos usuários locais.
  • O Banco Central passou a liderar a supervisão dos ativos digitais este ano, aproximando o setor de padrões de governança e segurança.
  • A Binance possui mais de 1.280 colaboradores em compliance, equivalente a cerca de 22% de sua força de trabalho, para sustentar crescimento seguro.
  • Entre janeiro de 2025 e março de 2026, a empresa afirma ter evitado golpes que poderiam ter gerado perdas superiores a US$ 10 bilhões e protegido mais de 5 milhões de usuários.
  • No primeiro trimestre de 2026, foram interceptadas quase 23 milhões de tentativas de golpes e phishing, evitando perdas de quase US$ 2 bilhões; também foram identificados mais de 50 mil endereços ligados a atividades ilícitas.

O Brasil avança como um polo relevante para ativos digitais, com o setor cripto ganhando governança e proteção ao usuário em meio a uma regulação mais assertiva. A combinação de inovação e regulações busca equilibrar crescimento e segurança no ecossistema.

A mudança de cenário é impulsionada pela atuação do Banco Central, que passou a liderar a supervisão dos ativos digitais neste ano, estabelecendo regras para prestadoras de serviços do setor e aproximando o setor dos padrões de governança do sistema financeiro tradicional. Em paralelo, a indústria reforça a proteção ao consumidor por meio de estruturas de compliance, monitoramento de transações e prevenção a fraudes.

Avanço da regulação

A Binance afirma ter estruturado uma das maiores operações de compliance do setor, com mais de 1.280 profissionais dedicados, equivalente a cerca de 22% da força de trabalho. O objetivo é traduzir a regulação interna para produtos e serviços que operem de forma segura e em conformidade.

A empresa aponta a expansão de usuários para além de fronteiras: a Binance chega a mais de 310 milhões de clientes em mais de 100 países, com metas de chegar a 1 bilhão de usuários. Esse crescimento está atrelado a investimentos em segurança, governança e detecção de atividades ilícitas.

Mais de 5 milhões de usuários em todo o mundo teriam sido protegidos por medidas de compliance, de acordo com a companhia, que também destaca a aplicação de tecnologia de inteligência artificial para identificar riscos e fraudes. Em apenas o primeiro trimestre de 2026, a plataforma teria interceptado quase 23 milhões de tentativas de golpe e phishing.

Eficiência e cooperação institucional

Entre janeiro de 2025 e março de 2026, a Binance afirma ter evitado golpes com perdas estimadas em mais de US$ 10 bilhões, fortalecendo a confiança no ecossistema e acelerando a verificação de identidade com mais de cem modelos de IA usados para monitoramento de comportamentos suspeitos.

A cooperação com autoridades também ganhou destaque. Em 2025, a empresa processou mais de 71 mil solicitações de órgãos públicos em distintos países, com cerca de 15 mil atendidas na América Latina. A atuação conjunta visa prevenir crimes financeiros e proteger usuários.

A identificação de endereços associados a atividades ilícitas também foi ampliada, com mais de 50 mil endereços rastreados pela operação. Segundo a empresa, o avanço tecnológico permitiu acelerar significativamente os processos de verificação de identidade.

Educação e adoção responsável

Dados da Binance indicam que mais da metade dos acessos à Binance Academy na América Latina vêm do Brasil, sinalizando interesse não apenas financeiro, mas também educacional sobre o funcionamento da tecnologia. A empresa ressalta que o brasileiro busca compreender riscos, aplicações e funcionamento dos ativos digitais.

O amadurecimento do mercado depende da combinação entre inovação, governança e educação financeira. Com a regulação em evolução e maior cooperação entre setor privado e autoridades, o ecossistema busca manter o crescimento com maior segurança para usuários e empresas.

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