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Brasil deve manter atração de investimentos em cenário incerto, diz Bradesco

Economista do Bradesco diz que fluxos para emergentes devem permanecer fortes, com diversificação fora dos EUA, mantendo dólar próximo de R$5

Economista Paula Magalhães | Foto: BP Money
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  • Paula Magalhães, economista do Bradesco, afirma que o Brasil deve continuar recebendo fluxo de investimentos estrangeiros nos próximos meses, mesmo com tensões geopolíticas.
  • Investidores seguem buscando diversificação fora dos Estados Unidos, beneficiando mercados emergentes, incluindo o Brasil.
  • Bradesco mantém a projeção de dólar próximo de R$ cinco para este ano e para 2027, sem expectativa de novo ciclo de alta de juros pelo Federal Reserve.
  • O preço do petróleo deve recuar gradualmente, com previsão de around US$ 85 por barril no curto prazo e queda para cerca de US$ 65 até o fim de 2027.
  • Eleições de 2026 não devem alterar significativamente o cenário cambial; a volatilidade do real já é alta por fatores globais e domésticos.

O Brasil deve continuar recebendo fluxos de investimentos estrangeiros nos próximos meses, mesmo com tensões geopolíticas no Oriente Médio e incertezas na economia global. A avaliação é de Paula Magalhães, economista do Bradesco, durante painel promovido pela TMF Group nesta quarta-feira.

A economista destacou que investidores globais buscam diversificação geográfica diante de decisões econômicas e geopolíticas mais voláteis. O movimento de saída de capitais dos EUA favorece mercados emergentes, incluindo o Brasil, desde o fim do ano passado.

Segundo Magalhães, o cenário reforça a visão de continuidade dos fluxos para emergentes. Ela aponta que o apetite por diversificação foi um fator-chave para a demanda por ativos fora dos Estados Unidos.

Cenário cambial e juros

O Bradesco mantém a projeção de dólar em torno de R$ 5 para este ano e 2027. A instituição não projeta novo ciclo de alta de juros pelo Fed e estima que não ocorreria fortalecimento sólido do dólar.

Para a economista, as atuais projeções cambiais devem ser vistas como tendências de longo prazo, não valores fechados para momentos específicos do mercado.

Preços do petróleo e impactos da guerra

Magalhães afirmou que a guerra no Oriente Médio sustenta preços elevados, mas deve haver um alívio gradual com a normalização das exportações e recuperação da produção. O Bradesco projeta US$ 85 por barril no curto prazo, caindo para aproximadamente US$ 65 até o fim de 2027.

A recomposição de estoques globais e a recuperação de infraestrutura afetada pela guerra devem tornar o processo de normalização mais lento do que em episódios anteriores, segundo a economista.

Eleições e volatilidade cambial

questionada sobre efeitos das eleições brasileiras de 2026, Magalhães disse que a volatilidade do real é histórica e não depende apenas do calendário eleitoral. Crisis globais, política monetária e fluxos de capitais permanecem como fatores relevantes.

Ela afirmou que a eleição é apenas mais um elemento na trajetória de volatilidade do câmbio. O comentário reforça a leitura de cenário estável para fluxos externos, mesmo com a agenda eleitoral.

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