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Brasil não recua diante dos EUA, afirma ministro

Ministro da Fazenda reafirma soberania do Brasil frente a tarifas dos EUA, classificação de grupos terroristas e ameaças ao Pix, com Selic em 14,50%

Fala foi feita durante reunião plenária do Conselhão
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil não abaixa a cabeça para ninguém, em meio à tensão com os EUA, diante de novas tarifas e da classificação de grupos terroristas PCC e CV, além de ameaças ao Pix.
  • Durigan ressaltou a liderança brasileira em debates econômicos, ambientais e de fontes de combustível, dizendo que o país quer ser tratado com respeito pelos demais: “todos reconhecem a importância do Brasil”.
  • O governo disse que não é sócio de guerra e que pretende usar recursos gerados pela situação para reduzir o custo da guerra para a população, por meio de investimentos no pré-sal e em fontes alternativas de combustível.
  • A taxa Selic está em 14,50% ao ano, com Durigan destacando que a inflação está sob controle e sinalizando o segundo corte da taxa em 2026.
  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, reconheceu que a taxa de juros brasileira é sistematicamente mais alta do que a de países pares, mas justificou com o baixo desemprego e a economia aquecida.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil não abaixa a cabeça para ninguém, em meio a tensões com os EUA. A declaração ocorreu durante reunião plenária do Conselhão e envolve propostas de tarifas, a classificação de PCC e CV como grupos terroristas e questões sobre o Pix.

Durigan ressaltou que o país busca respeito mútuo e liderança em temas econômicos, ambientais e de energia. Segundo ele, o Brasil não é sócio de conflitos internacionais e usa recursos de forma responsável para mitigar impactos locais.

Sobre a política monetária, o ministro disse que a taxa de juros está sob controle. A Selic está em 14,50% ao ano e a inflação, de acordo com ele, é tratada como mantida sob vigilância, com avanços no controle de preços.

Contexto financeiro

Durigan mencionou ações para reduzir impactos da guerra entre EUA e Irã, destacando que o Brasil utiliza ganhos provenientes dessa conjuntura para reduzir custos à população. Ele citou investimento em pré-sal e fontes alternativas de combustível.

O ministro complementou que o governo não participa do conflito e atua para evitar efeitos diretos. O discurso ocorre em meio a críticas a novas tarifas previstas pelos EUA contra o Brasil e à tensão envolvendo segurança de pagamentos.

Perspectivas da política monetária

Ao falar sobre o cenário econômico, Durigan indicou que o Brasil pode registrar a menor inflação de um mandato presidencial. Mesmo com cenários internacionais desafiadores, o ministro afirma que a política de preços permanece estável.

No entanto, o presidente do Banco Central já sinalizou que a taxa brasileira costuma ficar mais alta que a de pares, justificando o contexto econômico com desemprego baixo e atividade aquecida.

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