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CEO da Azul critica tributo à aviação como medida indesejada

Azul critica aumento de tributos à aviação; Latam projeta salto de R$ 2 bi para R$ 6 bi; Gol afirma que expansão depende de desoneração tributária

John Rodgerson, CEO da Azul, durante seminário de turismo da organização Lide
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  • O CEO da Azul, John Rodgerson, criticou a possibilidade de aumento da carga tributária sobre a aviação, afirmando que é “a coisa mais burra” a se fazer.
  • A Latam estima que os tributos podem subir de cerca de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões por ano com a reforma.
  • A Gol afirmou que a expansão da aviação depende de políticas de desoneração tributária.
  • Rodgerson disse que o governo tem dialogue aberto e que a revisão das regras pode incentivar turismo e arrecadação sem aumentar tributos sobre as pessoas.
  • O dirigente também criticou o custo do combustível no Brasil e disse que o país responde por 3% dos voos globais, além de enfrentar muitos processos judiciais contra companhias aéreas; a Gol citou o ICMS sobre combustível como exemplo de estímulo a novas rotas.

O CEO da Azul, John Rodgerson, criticou nesta quarta-feira a possibilidade de elevar a carga tributária sobre o setor aéreo, considerando que isso encarece as passagens e reduz o fluxo de viajantes. A fala ocorreu em seminário promovido pelo Grupo Lide.

Rodgerson afirmou que aumentar impostos sobre a aviação seria prejudicial à economia, pois reduziria o efeito multiplicador gerado pelo turismo. Segundo ele, menos pessoas nos aviões impacta hotéis, restaurantes e serviços ligados ao setor.

O executivo destacou que o governo tem se mostrado aberto ao diálogo e que as companhias trabalham para revê as regras da reforma tributária. Ele ressaltou que a aviação deve ser tratada como instrumento de desenvolvimento econômico.

Impacto tributário estimado pela Latam

Jerome Cadier, CEO da Latam no Brasil, disse que a reforma pode representar uma “bomba atômica” para o setor se não houver mudanças. A Latam calcula que os tributos caem de cerca de R$ 2 bilhões para até R$ 6 bilhões por ano.

A empresa afirma que não é a Latam que paga o imposto, mas o consumidor. Cadier explicou que o repasse ocorre na prática, elevando o custo das passagens para os clientes.

A Latam já atua com uma carga tributária elevada e sustenta que a reforma precisa considerar o efeito sobre o custo final para viajantes e a competitividade da empresa.

Gol e o papel das políticas de desoneração

Celso Ferrer, CEO da Gol, afirmou que a expansão do setor depende de desoneração tributária. Como referência, citou programas estaduais de ICMS sobre o combustível de aviação, apontando que reduções estimularam novas rotas e elevaram a arrecadação.

Ferrier ressaltou que políticas de incentivo ao turismo doméstico são fundamentais para ampliar viagens por habitante, mantendo o Brasil competitivo com outros países da região.

As companhias defendem que medidas de desoneração podem ampliar a demanda interna e estimular a malha aérea, sem onerar ainda mais passageiros. As discussões ocorrem em meio a reformas tributárias em análise no governo.

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