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Choque do petróleo pela guerra do Irã pode favorecer Embraer

Preço do petróleo eleva demanda por jatos regionais, ajudando a Embraer a manter conectividade e ampliar entregas via leasing

Companhias aéreas têm dado prioridade a voos mais curtos e regionais, em função do preço do querosene de aviação, o que impulsiona vendas da fabricante brasileira
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  • A crise causada pela guerra do Irã elevou o preço do combustível e pode beneficiar a Embraer, com companhias aéreas priorizando voos regionais para reduzir custos.
  • A Embraer diz que o setor de aviação regional oferece proteção econômica, pois as empresas passaram a focar o custo por viagem, não apenas por assento.
  • Dados da Cirium mostraram expansão maior das operações regionais norte-americanas em relação às operações principais, com ganhos de 4% a 7% nos meses recentes.
  • A Azorra assinou pedido firme de 15 aeronaves E195-E2 com direitos de compra para mais 15, elevando para 54 o total de entregas da empresa de arrendamento.
  • Analistas do Scotiabank destacam quatro pilares de valorização da Embraer: carteira de pedidos, entregas em todas as divisões, serviços com receita recorrente e participação na Eve, com avaliação de alta para as ações.

A guerra envolvendo o Irã elevou o preço do querosene de aviação, o que pode favorecer a Embraer. Companhias aéreas passaram a priorizar voos curtos e regionais para reduzir gasto com combustível, fortalecendo a demanda por jatos menores.

A presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer, afirmou que o setor regional oferece proteção econômica em momentos de crise, atenuando parte do estresse do setor. A empresa destaca queda relativa do custo por viagem em vez do custo por assento.

Dados da Cirium apresentados pela Embraer mostram que as grandes companhias dos EUA estão expandindo a oferta em operações regionais, muitas vezes com aeronaves menores por subsidiárias ou parcerias. O crescimento regional supera o das operações principais.

Demanda por aeronaves regionais fortalece carteira

Em março, a oferta regional avançou 4% frente a 3% das operações principais; em abril houve 5% contra 4%, e em maio, 7% contra 4%. Projeções para junho e julho indicam expansão de 4% nas regionais, ante 2% das operações principais.

Na mesma semana, a Azorra, empresa de leasing, confirmou pedido firme de 15 aeronaves E195-E2, com direitos de compra para mais 15. O volume aumenta o total de pedidos firmes de E2 da Azorra para 54 unidades.

Analistas do Scotiabank, que iniciou cobertura sobre a Embraer, veem múltiplos pilares de crescimento. A carteira de pedidos recorde, estimada em US$ 33,4 bilhões no 2º trimestre de 2026, impulsiona entregas, serviços e a participação na Eve, firma de mobilidade aérea.

A equipe do banco aponta que apenas os negócios tradicionais justificariam valorização de cerca de 27% das ações. A participação na Eve eleva o potencial, ainda que envolva riscos por atuar em um segmento ainda emergente.

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