Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

CNI classifica fim da escala 6×1 como benefício ilusório e restrito

CNI classifica fim da escala 6x1 como benefício ilusório, restrito a poucos, com risco de inflação e aumento de preços para a população

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Entidades brasileiras publicaram carta aberta pela aprovação da PEC 12/2026, conhecida como PEC do “trabalho flexível”, que tramita no Senado após aprovação na Câmara.
  • A proposta de fim da escala 6×1 foi criticada pela CNI, representada pelo presidente Ricardo Alban, que afirmou que o texto pode prejudicar o trabalhador e beneficia apenas uma parcela restrita da população.
  • Alban citou que, dos cerca de 40 milhões de trabalhadores com carteira assinada, aproximadamente 12 milhões (30%) trabalham acima de quarenta horas semanais, ou seja, 5% a 6% da população, indicando que a redução de jornada sem contrapartidas pode elevar preços e afetar a inflação.
  • Como referência internacional, o empresário mencionou o Chile, onde redução de carga horária poderia aumentar inflação, informalidade e desemprego; também destacou que a Alemanha discute teto de horas e a Argentina já fez reforma em sentido oposto ao Brasil.
  • A CNI afirma que não é contra o debate, mas defende discussão aprofundada, sem pressões eleitorais, e reforça que a flexibilização das relações de trabalho pode ser compatível com a economia moderna, visando produtividade e renda ao trabalhador sem custos adicionais para a economia.

Na terça-feira (9), entidades de diversos setores da economia lançaram uma carta aberta aos senadores pela aprovação da PEC 12/2026, conhecida como a PEC do trabalho flexível. O texto está sob análise no Senado após ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados, com foco na possível extinção da escala 6×1.

A carta reúne mais de 3 mil entidades e representa a posição do setor produtivo diante do tema. O fluxo de apoio aponta para ampliar o debate sobre a organização da jornada de trabalho no Brasil.

Críticas à proposta da Câmara

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o texto aprovado na Câmara seria um retrocesso e traria prejuízos a trabalhadores. Ele afirma que a medida beneficiaria apenas uma parcela pequena da população.

Dados citados por Alban mostram que, dos 40 milhões de trabalhadores com carteira assinada, cerca de 12 milhões trabalham além de 40 horas semanais. O impacto estimado seria uma redução de jornada sem contrapartidas.

A CNI sustenta que a redução da jornada sem ganhos proporcionaria inflação e aumento de preços. O representante também cita exemplos internacionais para fundamentar a avaliação de efeitos macroeconômicos.

Expectativas para o Senado

Apesar das críticas, a entidade não é contrária ao debate sobre a jornada de trabalho, desde que aconteça de forma aprofundada e sem pressões eleitorais. A ideia é que o Senado mantenha equilíbrio na discussão.

Alban comenta ainda sobre fenômenos como a pejotização e a uberização, vistos como estratégias para ampliar renda com custos reduzidos. Ele ressalta que a flexibilização pode acompanhar a economia moderna.

Segundo o presidente da CNI, o objetivo é aumentar a produtividade e assegurar renda ao trabalhador sem custos adicionais à economia, defendendo que a negociação entre trabalhador e empresa já ocorre, mediada pela negociação coletiva.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais