Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Corte no seguro rural pode elevar custos de produção e inflação

Corte de R$ 461,7 milhões no seguro rural para 2026 eleva custos de produção e pode pressionar a inflação de alimentos, diz bancada ruralista

Deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em entrevista à CNN
0:00
Carregando...
0:00
  • Governo bloqueou 46,5% do valor do seguro rural previsto para 2026, o que pode elevar custos de produção e a inflação de alimentos.
  • Câmara dos Deputados, por meio da Frente Parlamentar da Agropecuária, busca reverter o contingenciamento.
  • O deputado Pedro Lupion afirma que o seguro rural está contingenciado e que isso encarece o crédito rural para produtores.
  • O corte reduz o valor previsto para o seguro e soma-se a cortes no Proagro, aumentando a fragilidade das safras com margens apertadas.
  • A bancada ruralista aposta na renegociação de dívidas rurais no Senado para aliviar o setor, especialmente em face de potenciais impactos climáticos como o El Niño.

O bloqueio de 46,5% no valor do seguro rural previsto para 2026 foi alvo de críticas na Câmara dos Deputados. A medida impacta o orçamento destinado à proteção das lavouras e ganhou repercussão entre ruralistas, que afirmam elevar custos de produção e pressionar a inflação de alimentos.

O deputado Pedro Lupion, PP-PR, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, afirma que a redução foi anunciada pela comunidade governamental na última terça-feira. Segundo ele, o contingenciamento compromete o planejamento de safra e a disponibilidade de crédito rural.

Para Lupion, a situação já era crítica devido ao histórico de contingenciamento para as safras de 2024/25 e 2025/26. O parlamentar sustenta que o seguro rural está praticamente indisponível, elevando o custo do crédito para produtores.

O deputado aponta ainda que o crédito fica mais caro sem um programa de seguro compatível com o tamanho da área produtiva do país. O Rio Grande do Sul foi citado como exemplo para justificar a necessidade de reverter o corte, mantendo o valor inicial de 1,1 bilhão de reais.

Segundo Lupion, o endividamento da economia brasileira já é um fator de vulnerabilidade da cadeia agroexportadora, estimado em cerca de 180 bilhões de reais. O contingenciamento, aliado a cortes no Proagro, complica a projeção de safras robustas.

Contexto e desdobramentos

A bancada ruralista trabalha para que o projeto de renegociação de dívidas rurais seja aprovado no Senado, na tentativa de amenizar os impactos. O objetivo é ampliar o alívio financeiro dos produtores diante de adversidades climáticas previstas com o El Niño.

O deputado ressalta a necessidade de medidas para ampliar a liquidez do setor, citando a negociação de dívidas com bancos e fornecedores como possível saída para manter a atividade agroindustrial estável. A aproximação com o Senado visa acelerar esse encaminhamento.

A expectativa é de que novas informações sejam apresentadas pela equipe econômica nos próximos dias. A reação do setor ocorre no contexto de pressão por políticas públicas que garantam continuidade da produção e estabilidade de preços.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais