- A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, em primeira votação, projeto de lei que autoriza o governo a limitar a venda de leite reconstituído (leite em pó importado) no estado.
- A medida visa proteger produtores mineiros e enfrentar a concorrência desleal causada pela importação de leite em pó de outros países, especialmente Argentina e Uruguai.
- O projeto ainda precisa de segunda votação na Assembleia e, depois, da sanção do governador.
- Caso vire lei, serão estabelecidos limites de venda e distribuição do leite importado, além de mecanismos de fiscalização e controle, com possíveis incentivos aos produtores locais.
- A iniciativa é apresentada como forma de valorizar o leite mineiro, favorecer a cadeia produtiva local e estimular o consumo de produtos da região.
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, em primeiro turno, um projeto de lei que autoriza o governo estadual a limitar a venda de leite reconstituído — o leite em pó importado — no estado. A medida busca proteger produtores locais e reduzir a concorrência de produtos estrangeiros.
O texto indica regras para dificultar a comercialização do leite em pó importado, estimulando a produção mineira e fortalecendo a cadeia produtiva. A proposta surge diante das reclamações de produtores que apontam prejuízos com a entrada de leite de origem estrangeira no Brasil.
Caso passe pela segunda votação e seja sancionada pelo governador, o projeto permite estabelecer limites de venda e distribuição, além de criar mecanismos de fiscalização. A ideia é equilibrar o mercado interno e valorizar o leite produzido em Minas.
Contexto e motivações
Segundo o autor da iniciativa, a medida protege o setor rural mineiro e evita que a importação prejudique a produção nacional. A proposta também cita incentivos fiscais e políticas de apoio aos produtores locais, além de campanhas de estímulo ao consumo de leite mineiro.
A decisão ocorre em meio ao aumento recente da importação de leite em pó no Brasil. Dados do setor indicam crescimento de cerca de 20% nos dois últimos anos, o que tem impactado a rentabilidade de produtores locais.
Próximos passos esperados
A coupleação do projeto depende de aprovação em segunda votação na ALMG e, depois, da sanção do governador. Se confirmado, Minas Gerais poderá impor limites e ampliar a fiscalização sobre o leite em pó importado.
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