- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou a taxa Selic de 14,5% ao ano de “pouco civilizada” e disse que pressiona o orçamento das famílias.
- Durigan lembrou que o serviço da dívida tem aumentado, mesmo com a dívida em níveis não muito maiores nos últimos anos.
- O governo destacou o Desenrola, programa de renegociação de débitos, que atingiu 6 milhões de famílias no primeiro mês; prazo para renegociação vai até 2 de agosto.
- O ministro defendeu uma política econômica “humanista e progressista”, buscando equilíbrio entre responsabilidade fiscal e políticas sociais.
- Em meio a tensões externas, Durigan afirmou a defesa da soberania brasileira e do Pix, ressaltando estabilidade na política externa e respeito entre países.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a criticar o patamar da taxa Selic, hoje fixado em 14,5% ao ano, durante a abertura da 7ª reunião plenária do CDESS.
Durigan afirmou que a taxa é pouco civilizada e pressiona as famílias brasileiras, dificultando o refinanciamento e o pagamento de dívidas, mesmo que o volume da dívida não tenha crescido de forma relevante nos últimos anos.
Entre as medidas para amenizar o problema, o ministro citou o Desenrola, programa de renegociação de débitos, que, segundo ele, alcançou 6 milhões de famílias no primeiro mês. O prazo de renegociação vai até 2 de agosto.
Em tom de defesa de uma política econômica “humanista e progressista”, Durigan destacou a necessidade de conciliar responsabilidade fiscal com ações sociais, para reduzir desigualdades sem comprometer a estabilidade macroeconômica.
O ministro também afirmou a importância de manter a estabilidade na política externa, diante de riscos de tarifas sobre importações. Segundo ele, o Brasil deve tratar todos os parceiros com respeito e proteger a soberania, mencionando o Pix como elemento relevante nesse contexto.
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