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Durigan defende soberania e Pix, Brasil não baixa a cabeça

Durigan defende soberania e Pix sob governança estatal, em meio à PEC que encerra a escala 6x1 e à intensificação da fiscalização de apostas online

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio Itamaraty
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reiterou a defesa da soberania nacional e do Pix como patrimônio estratégico, em discurso na 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, no Palácio Itamaraty.
  • O movimento ocorre em meio a anúncios dos Estados Unidos de barreiras comerciais e tarifas que afetam insumos e produtos brasileiros.
  • Durigan sinalizou apoio ao fim da escala 6 por 1 e à redução da jornada, destacando impactos sobre desigualdade, salários e oportunidades; a Câmara aprovou a PEC que estabelece dois dias de descanso por semana.
  • O ministro apontou o endurecimento de fiscalização sobre casas de apostas online, afirmando que já houve melhoria na arrecadação e combate a irregularidades e uso de cartões para apostas.
  • Também anunciou cooperação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com os Estados Unidos para combater o fluxo financeiro do crime organizado, com atuação da Receita Federal, Coaf e Polícia Federal.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o Brasil não se deixa intimidar e defende a soberania econômica do país. A afirmação ocorreu durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Itamaraty. O tema central foi a soberania nacional e o papel do Pix.

Durigan ressaltou que o Pix é considerado um ativo estratégico do Estado, protegido de interferências externas. O foco é manter a governança pública sobre o sistema de pagamentos, alinhando-o à política econômica do governo. A fala integrou o debate de ampla relação entre soberania e protagonismo global.

O ministro também comentou o reconhecimento internacional à liderança brasileira em temas econômicos, ambientais e de transição energética. Ele enfatizou a necessidade de tratamento igualitário por parte da comunidade internacional, mantendo o Brasil como referência sem abrir mão do respeito mútuo entre nações.

Agenda social

Durigan tratou da escala de trabalho 6×1 e de sua relação com desigualdade. Segundo ele, o modelo atual sobrecarrega trabalhadores com menor remuneração, negros e mulheres, enquanto o 5×2 aparece associado a melhores salários e oportunidades. A crítica central foi à perpetuação de assimetrias.

No fim de maio, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC que prevê fim da escala 6×1, com dois dias de descanso e jornada de 40 horas, sem redução salarial. O Senado deve definir o cronograma de tramitação ainda nesta semana.

Cerco às bets

O ministro comparou o tratamento dado às casas de apostas online com períodos anteriores, em que as apostas tinham menos fiscalização. Hoje, as empresas do setor pagam mais tributos e passam a ter maior rigor de controle de dados, visando ampliar a fiscalização.

Durigan destacou que a ação já resultou na suspensão de milhares de empresas irregulares e na proibição do uso de cartões de crédito para apostas. O objetivo é proteger o orçamento familiar.

Asfixia ao crime organizado

Durigan anunciou cooperação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com o governo norte-americano para interceptar o fluxo financeiro do crime organizado. A medida envolve a Receita Federal, o Coaf e a Polícia Federal, com congelamento de ativos.

Segundo ele, o combate aos recursos do crime organizado é essencial para reduzir prejuízos à sociedade. A estratégia visa interromper operações financeiras que sustentam organizações criminosas.

Crescimento industrial

Em entrevista aos conselheiros, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apresentou dados sobre a reindustrialização. Aumentos salariais, queda da informalidade e recordes de emprego formal são destacados como impactos positivos.

Foi citado o crescimento da indústria em 2024, impulsionado pela Nova Indústria Brasil, com expansão de 3,1%. No primeiro quadrimestre, o setor avançou 1,7%, contribuindo para mais de 7,6 milhões de postos formais.

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