- Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica e vice-presidente da GWEC, participou do JR Entrevista desta quarta-feira, dia dez.
- Ela destacou que o Brasil tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo e vive um “bônus verde”.
- Segundo a executiva, esse bônus precisa se transformar em vantagem competitiva para atrair investimentos e impulsionar a economia.
- A valorização de fontes renováveis ganhou força após o Acordo de Paris, em 2015.
- A Europa, a partir de 2026, passará a exigir produtos de baixo carbono, o que gera uma oportunidade estratégica para o Brasil.
A presidente da ABEEólica e vice-presidente da GWEC, Elbia Gannoum, participou do JR ENTREVISTA nesta quarta-feira (10). Em fala à jornalista Lívia Veiga, ela abordou a posição do Brasil na transição energética global e destacou a qualidade da matriz elétrica brasileira, entre as mais limpas do mundo.
Ela apontou que o Brasil vive um “bônus verde” e que esse potencial precisa se transformar em vantagem competitiva para atrair investimentos. Segundo Gannoum, o país pode ampliar a economia ao acelerar projetos de renováveis.
Gannoum enfatizou que o Brasil já utiliza fontes renováveis há décadas, mas o ganho de valor desses recursos aumentou após o Acordo de Paris, em 2015. Com a Europa exigindo menor carbono a partir de 2026, surge uma oportunidade estratégica.
Oportunidade estratégica
A executiva destacou a necessidade de políticas públicas estáveis para sustentar o fluxo de investimentos. Ela avalia que alinhar fatores regulatórios, financeiro e tecnológico é crucial para ampliar a participação das renováveis.
Ela também citou que o Brasil tem potencial para ampliar a participação da energia eólica na matriz elétrica, com impactos positivos esperados para empregos, indústria e exportações.
A entrevista reforçou o papel do Brasil como player relevante na corrida pela transição energética, com ganhos potenciais para economia ao combinar políticas consistentes e demanda internacional por energia de baixo carbono.
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