- O evento “Experiência Itaú Empresas Curitiba: Cultura de Inovação e IA aplicada aos negócios” reuniu empresários, executivos e especialistas para discutir crescimento sustentável em um cenário desafiador.
- Bruno Machado, diretor de Negócios do Itaú Empresas, destacou a transição de uma relação centrada no produto para um papel de parceiro estratégico, com uso de dados para apoiar decisões de gestão.
- O economista Pedro Renault apontou inflação elevada e volatilidade, mas ressaltou oportunidades no Brasil por sua posição em cadeias globais, agronegócio e atração de investimentos, enfatizando a gestão de riscos.
- No painel, Katharina Modab? (nome correto no texto: Bruna Haversko), fundadora da Modab, Kleber Amora, da Berry Consultoria, e Mario René Cuéllar Fernandes, da Freddo Gelateria, compartilharam experiências sobre foco no cliente, direção estratégica, consistência e preservação da essência da marca.
- Encerrando, Arthur Igreja defendeu a adoção pragmática de inteligência artificial, lembrando que mudanças exigem habilidades humanas e que tecnologia sozinha não resolve tudo.
O Itaú Empresas realizou em Curitiba o encontro Experiência Itaú Empresas Curitiba: Cultura de Inovação e IA aplicada aos negócios, reunindo empresários, executivos e especialistas. O objetivo foi discutir estratégias de crescimento sustentável diante de juros altos, tecnologia acelerada e mudanças de consumo. O evento ocorreu na capital paranaense para promover conteúdo, conexões e trocas entre gestores.
Bruno Machado, diretor de Negócios do Itaú Empresas, ressaltou a importância do empreendedorismo para a economia e destacou a mudança na relação com o cliente. Segundo ele, o banco atua cada vez mais como parceiro estratégico, mantendo o crédito como parte de uma visão ampla de gestão do negócio.
O encontro também apresentou uma leitura macroeconômica do Brasil e do exterior. Pedro Renault, economista do Itaú, apontou tensões geopolíticas e alta de preços de commodities como fatores que mantêm a inflação elevada e reduzem espaço para cortes de juros.
Cenário econômico e oportunidades
Ainda conforme o economista, o Brasil mantém oportunidades relevantes pela posição em cadeias globais de produção, pela força do agronegócio e pelo potencial de atração de investimentos. O país pode se beneficiar de mudanças na ordem global e de redes de suprimentos mais conectadas.
Renault destacou a necessidade de foco em gestão de riscos e planejamento financeiro. Em um ambiente com maior volatilidade, decisões sobre crédito, câmbio e investimentos ganham peso na estratégia das empresas, exigindo controle de riscos.
Experiências de liderança e inovação
Um painel com três empreendedores trouxe exemplos de crescimento e cultura organizacional. A fundadora da Modab destacou a centralidade do cliente, a disciplina e a disposição para testar caminhos novos. A constância e a execução aparecem como fatores críticos.
O fundador da Berry Consultoria ressaltou que muitos negócios não chegam ao sucesso pela falta de direção estratégica, enfatizando a importância da inteligência emocional na condução da empresa ao longo do tempo. Mantêm a ideia e constância como diferenciais.
O representante da Freddo Gelateria comentou os desafios de consolidar um produto premium no mercado de gelato artesanal, destacando a necessidade de preservar a essência da marca para expandir sem perder qualidade.
Inovação e transformação
No fechamento, o palestrante Arthur Igreja discutiu a consolidação da inovação e da inteligência artificial no dia a dia das empresas. Ele reforçou que a mudança não é natural para as pessoas, mas essencial para competir no longo prazo.
Igreja defendeu adoção pragmática de ferramentas de IA, sem deixar de lado as competências humanas. A mensagem central é que tecnologia pode impulsionar resultados, desde que haja repertório, discernimento e interpretação.
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