- Em maio de 2026, o endividamento das famílias atingiu 81,6% dos domicílios, o maior patamar da série histórica.
- A inadimplência subiu para 29,9% em maio, com 12,3% das famílias sem condições de quitar débitos há pelo menos três meses.
- Entre quem recebe até três salários mínimos, o endividamento chegou a 84,6% e a inadimplência a 38,6%.
- Nos lares com renda superior a dez salários mínimos, 71,4% têm dívidas, mas apenas 15,4% estão com contas atrasadas.
- O cartão de crédito é a principal fonte de endividamento, em 84,6%; o tempo médio de atraso é de 65 dias e 33,3% das famílias possuem dívidas com prazo superior a um ano.
A inadimplência e o endividamento das famílias brasileiras atingiram nível histórico em maio de 2026, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da CNC. O estudo aponta que 81,6% dos lares tinham algum tipo de dívida, o maior patamar da série, em meio ao quinto mês consecutivo de alta. O efeito se dá mesmo com maior acesso ao crédito no período.
A parcela de famílias com contas atrasadas subiu para 29,9% em maio, frente a 29,7% em abril. Em relação a maio de 2025, o indicador também subiu. O grupo que não consegue quitar os débitos seguiu estável, em 12,3%, pelo terceiro mês seguido, sinalizando pressão financeira contínua.
Perspectiva por renda
A vulnerabilidade é maior entre quem recebe até três salários mínimos, com endividamento de 84,6% e inadimplência de 38,6%. Entre famílias com renda superior a dez salários, 71,4% possuem dívidas, mas a inadimplência é bem menor, em 15,4%. O presidente do Sesc-Senac, José Roberto Tadros, ressalta a necessidade de renegociação para esse grupo.
Entre os dados adicionais, o cartão de crédito continua a principal fonte de endividamento, com 84,6% das dívidas associadas a esse instrumento. Os carnês de loja aparecem em 16,1%, seguidos por crédito pessoal (13,1%) e crédito consignado (6,9%).
A renda comprometida caiu para 29,3%, o menor patamar desde maio de 2019, enquanto o tempo médio de atraso recuou para 65 dias. Além disso, 33,3% das famílias têm dívidas com prazo superior a um ano e 17% se consideram muito endividadas.
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