- O presidente da Febraban, Isaac Sidney, defendeu que o Banco Central seja “forte, técnico e independente” durante o Conselhão em Brasília.
- Ele citou três choques recentes — a crise financeira de 2008, a pandemia de covid-19 e a incerteza geopolítica atual — e afirmou que países fortes constroem instituições que absorvem choques.
- Sidney afirmou que o setor financeiro é estratégico e atua como primeira linha de defesa, defendendo regulação prudencial, supervisão vigilante e gestão de risco rigorosa.
- A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou PEC que concede autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central, e o texto segue para o plenário, ainda sem data.
- O presidente da Febraban disse que o mundo está mais caro e mais incerto, e enfatizou a importância de debate plural promovido pelo Conselhão para antecipar riscos e buscar respostas emergenciais.
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, pediu que o Banco Central seja forte, técnico e independente. A defesa foi feita durante a 7ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, em Brasília.
Sidney destacou três choques recentes: a crise financeira de 2008, a pandemia de covid-19 e a atual incerteza geopolítica. Para ele, apenas instituições capazes de absorver crises sustentam a confiança.
O dirigente afirmou que o setor financeiro é estratégico e atua como primeira linha de defesa ante choques. Defendeu regulação prudencial rigorosa, supervisão vigilante, alto capital e gestão de riscos.
Ele ressaltou que o Banco Central precisa estar à altura do desafio, mantendo-se forte, técnico e independente, para sustentar um sistema financeiro robusto. A ideia é fortalecer a credibilidade institucional.
A fala de Sidney ocorreu no contexto de debates sobre autonomia financeira e orçamentária para o BC. A CCJ do Senado aprovou, nesta quarta-feira, a PEC que amplia essa autonomia, e o texto segue para o plenário, ainda sem data.
O presidente da Febraban também frisou a importância do diálogo institucional promovido pelo Conselhão. Segundo ele, a participação privada ajuda a antecipar riscos e a construir respostas rápidas a crises.
Para encerramento, Sidney reiterou o compromisso da Febraban com atuação técnico-profissional, sem viés partidário, mantendo o diálogo estruturado e uma postura colaborativa com o governo e o Legislativo.
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