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Fundo Verde zera posição em real e amplia posição em ativos dos EUA

Verde zera real e reforça aposta nos EUA, citando força da economia e IA; fluxo favorece o dólar e recua ativos brasileiros

— Foto: Getty Images
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  • Verde zerou posição em real e reforçou a leitura de que o “excepcionalismo americano” voltou a atrair fluxo de capital, com o dólar em alta e saída de recursos do Brasil.
  • Agestora cita força da economia dos Estados Unidos, possibilidade de novas altas de juros pelo Federal Reserve e avanço da inteligência artificial como impulsionadores de ativos do país, especialmente semicondutores e capacidade computacional.
  • A leitura de fluxos explica, em parte, a piora recente dos ativos brasileiros, com o Ibovespa caindo 7,2% em maio e a reprecificação dos juros futuros.
  • Na carteira, o Verde manteve exposição a ações no Brasil e no exterior, zerou totalmente a posição em real, seguiu comprado em ouro e aumentou, pontualmente, a alocação em prata, trocando inflação americana por juros reais nos EUA.
  • O fundo Verde FIF CIC Multimercado teve retorno de 0,33% em maio (CDI, 1,07%), acumulando 7,76% em 2026 (contra 5,66% do CDI).

O fundo Verde, da gestora de Luis Stuhlberger, zerou as posições em real e reforçou a leitura de que os mercados voltaram a apostar no chamado “excepcionalismo americano”. A comunicação foi feita por meio de uma carta publicada hoje, 10, pela casa. O objetivo é explicar que o fluxo de capital externo tem favorecido o dólar e pressionado ativos locais.

A gestora aponta que a resiliência da economia dos Estados Unidos, a possibilidade de novas altas de juros pelo Fed e a expansão do ecossistema de inteligência artificial têm impulsionado ações ligadas a semicondutores e capacidade computacional. Segundo o Verde, esse cenário recolocou os ativos dos EUA no centro das atenções globais.

A leitura também ajuda a entender a deterioração recente dos ativos brasileiros. A casa cita a queda de 7,2% do Ibovespa em maio e a reprecificação dos juros futuros, que passaram a incorporar expectativas de altas da taxa básica nos próximos meses.

Estrutura da carteira e movimento recente

No conjunto da carteira, o fundo manteve exposição a ações no Brasil e no exterior, zerou completamente a posição em real, manteve posição em ouro e elevou de forma pontual a alocação em prata. A gestão também substituiu posições ligadas à inflação americana por apostas em juros reais nos Estados Unidos.

Desempenho recente

O Verde FIF CIC Multimercado registrou retorno de 0,33% em maio, abaixo do CDI, que rendeu 1,07%. No acumulado de 2026, o fundo acumula alta de 7,76%, acima dos 5,66% do indicador de referência.

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