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Gigantes de tecnologia fecham o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA

Gigantes de tech devem emitir quase US$ 570 bilhões em dívida ligada à IA em 2026 para ampliar data centers e chips

Big techs dobram dívidas com IA em comparação ao mesmo período de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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  • Grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões em dívidas ligadas à IA em 2026, segundo o Morgan Stanley.
  • O valor é mais que o dobro do registrado em 2025, puxado pelas hyperscalers como Alphabet, Amazon, Microsoft e Meta.
  • Até 31 de maio, as emissões globais voltadas a IA somavam quase US$ 236 bilhões, metade do previsto para o ano e quatro vezes mais que no mesmo período de 2025.
  • A IA generativa exige infraestrutura maior, com data centers, chips dedicados e contratos de energia; a previsão é de cerca de US$ 700 bilhões em gastos neste ano, podendo chegar a US$ 1 trilhão em 2027.
  • Além dos EUA, as empresas têm emitido dívidas em mercados fora do país (Japão, Canadá, Suíça), em meio a maior oferta de títulos e retorno exigido pelos investidores.

As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões em dívidas ligadas à inteligência artificial em 2026, segundo o Morgan Stanley. O montante é mais do que o dobro do registrado em 2025, ampliando o financiamento para IA. O impulso vem principalmente das hyperscalers: Alphabet, Amazon, Microsoft e Meta.

O relatório aponta que, até 31 de maio, as emissões globais para projetos de IA somavam quase US$ 236 bilhões, cerca de R$ 1,2 trilhão, metade do previsto para o ano e quatro vezes maior que o mesmo período de 2025. A depender do ritmo, o cenário pode se manter aquecido.

A IA generativa demanda infraestrutura física robusta. Data centers, chips dedicados, sistemas de refrigeração e contratos de energia são itens centrais do investimento, com projeções de gastos elevados para sustentar o crescimento e a capacidade de treinamento de modelos avançados.

Segundo o Morgan Stanley, as quatro maiores empresas do setor devem gastar cerca de US$ 700 bilhões neste ano, com a possibilidade de superar US$ 1 trilhão em 2027. O banco também aponta uma mudança: o financiamento de chips está migrando para acordos de curto prazo.

Uma projeção anterior do Barclays sugere que os gastos com infraestrutura podem chegar a US$ 1,2 trilhão até 2028, reforçando o peso do impulso de IA no investimento de hardware. Além da compra de equipamentos, contratos de longo prazo para energia e capacidade de data centers são considerados estratégicos.

Big techs passam a emitir dívidas fora dos EUA para captar recursos. Segundo a Bloomberg, Alphabet e Amazon realizaram operações em mercados como Japão, Canadá e Suíça. Com a ampla oferta de dívida, investidores passaram a exigir retornos maiores, elevando o custo de captação para essas operações.

Essas emissões internacionais refletem uma busca por diversidade de mercados de funding. A tendência mostra que o financiamento para IA permanece robusto, ainda que sob condições mais rigorosas de retorno para os investidores. As informações são de fontes como Reuters e Bloomberg.

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