- A inflação ao produtor na China subiu 3,9% em maio, na comparação anual, atingindo o maior nível desde julho de 2022.
- O avanço refletiu, principalmente, o aumento dos custos de energia em meio a tensões no Oriente Médio.
- A inflação ao consumidor ficou em 1,2% no acumulado de 12 meses, apoiada por combustíveis, serviços e produtos ligados ao ouro.
- Sectores ligados à inteligência artificial seguem com demanda firme e maior capacidade de repassar preços.
- O mercado acompanha a transição da China de um cenário deflacionário para inflação moderada, com atenção às próximas leituras diante do contexto energético global.
O índice de inflação ao produtor na China acelerou pelo terceiro mês seguido, chegando a 3,9% em maio frente a igual mês de 2022. O avanço foi impulsionado pelos custos de energia e pelas tensões no Oriente Médio.
O dado, divulgado nesta quarta-feira, ficou acima das projeções de mercado e sinaliza pressão de custos ainda elevada no setor produtivo. A leitura reforça a transição da economia chinesa para inflação moderada.
Inflação ao produtor
A alta de maio contrastou com pressões que permanecem voláteis no curto prazo, especialmente para energia e commodities. Fabricantes enfrentam custos maiores que podem afetar margens.
Inflação ao consumidor
A inflação ao consumidor permaneceu em 1,2% no acumulado de 12 meses, sustentada por combustíveis, serviços e itens ligados ao ouro. Mesmo assim, a demanda por equipamentos de IA continua resistente, com capacidade de repassar preços.
O desempenho dos preços na China será observado de perto pelos mercados globais, diante de cenários de custo de energia elevado e incertezas geopolíticas.
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