- O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,5% em maio ante abril e 4,2% no ano, maior desde o início de 2023.
- A alta foi puxada pela energia, que respondeu por mais da metade do ganho do índice.
- O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% em maio, abaixo das expectativas.
- Algumas categorias caíram, como serviços de transporte, seguro de saúde e veículos novos; a gasolina subiu 7%.
- Economistas veem possibilidade de alta da taxa de juros pelo Federal Reserve neste ano; ganhos reais por hora caíram 0,7% em relação ao ano anterior.
A inflação dos EUA acelerou em maio, com o índice de preços ao consumidor (CPI) subindo 0,5% em relação a abril e 4,2% ante maio de 2024. Os dados foram divulgados pelo Bureau of Labor Statistics nesta quarta-feira.
A alta veio principalmente da energia, que respondeu por mais da metade do avanço do índice cheio. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% mês, pouco acima do esperado. Parte da pressão vem da guerra no Irã.
Mesmo com ganhos salariais abaixo das expectativas, os preços de bens e serviços seguem pressionados. Alguns itens, como serviços de transporte, seguro de saúde e veículos novos, recuaram, porém não impediram o aumento geral.
O relatório aponta que, apesar da desaceleração em algumas categorias, a inflação continua afetando os orçamentos familiares e alimenta especulações sobre o caminho da política monetária do Fed neste ano.
Fatos do dia mostram que o S&P 500 abriu com perdas menores após a divulgação, enquanto os rendimentos do Tesouro pouco variaram. O quadro reforça a leitura de que a inflação permanece em foco dos investidores.
A composicional do CPI indica que o preço de itens essenciais para o lar, fora da gasolina, subiu de forma mais amena em maio. Gasolina avançou 7% no mês, contribuindo para o choque nos preços.
Além disso, um relatório separado combinando inflação e dados salariais mostrou que ganhos reais por hora caíram 0,7% em relação a maio do ano anterior, a maior queda em mais de três anos.
Esses movimentos aumentam a pressão sobre famílias e devem manter a inflação no radar das eleições de meio de mandato. Economistas avaliam que o aperto monetário ainda é provável caso os preços não desaceleren com mais intensidade.
Categorias-chave
- Tarifas aéreas subiram 2,7% em maio, e os custos de entrega subiram pelo terceiro mês consecutivo. Economistas acompanham se o custo da energia começa a alcançar o núcleo da inflação.
- Preços de produtos fora de alimentos e energia caíram 0,1% em maio, a maior queda em mais de um ano, sinalizando fluxo de repasse de custos por parte de varejistas.
- Carros usados subiram, mas veículos novos tiveram queda de preço pela segunda vez, enquanto vestuário seguiu subindo, porém em ritmo menor.
- A oferta de aluguel contribuiu para conter a inflação; o aluguel equivalente do proprietário avançou 0,3%, ajudando a compensar altas em outras categorias.
As informações são do Bureau of Labor Statistics e de análises de mercado divulgadas nesta quarta-feira.
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