- A inflação ao consumidor dos EUA subiu 0,5% em maio, em linha com as expectativas, desaceleração frente a 0,6% de abril.
- O desempenho é influenciado pela guerra entre Irã e Estados Unidos, com impactos principalmente nos preços de energia.
- O núcleo, que exclui alimentos e energia, ficou abaixo do esperado, com surpresas baixistas em bens, enquanto os serviços continuam pressionando o índice.
- A inflação de serviços é persistente: aluguéis desaceleraram menos que o previsto, serviços médicos subiram, e o Supercore de serviços (que exclui aluguéis) continua acelerando em doze meses.
- Em doze meses, a inflação total chegou a 4,2% e o núcleo a 2,9%; o cenário sustenta a expectativa de o Federal Reserve manter as taxas estáveis ao longo de 2026.
O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o IPC (CPI) subiu 0,5% em maio, conforme expectativa de analistas. A alta representa desaceleração em relação aos 0,6% de abril, ainda influenciada pela guerra entre Irã e EUA, com impacto nos preços de energia.
O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, ficou abaixo do esperado. Dados mostram surpresa de queda na categoria de bens, enquanto o segmento de serviços seguiu pressionando a medida.
A inflação em 12 meses acelerou de 3,3% para 4,2% no agregado, e o núcleo avançou de 2,8% para 2,9%. Os efeitos da guerra permanecem mais concentrados na inflação total, sem contaminação significativa nos núcleos até o momento.
Expectativas para a política monetária
A equipe econômica do ASA mantém a previsão de que o Federal Reserve manterá a taxa básica estável ao longo de 2026. O banco avalia que a inflação de serviços continua robusta, especialmente em aluguéis e custos médicos, sustentando a cautela sobre o ritmo de aperto monetário.
A leitura reforça a cautela do Fed, que monitora de perto a inflação de serviços, considerada uma das mais resilientes da economia dos EUA. A instituição busca equilíbrio entre frear pressões de preços e evitar desaceleração econômica.
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