- A inflação dos Estados Unidos subiu 4,2% em maio, a maior variação em três anos, com o núcleo avançando 0,2%.
- O avanço gerou reação negativa nos preços do petróleo e nas bolsas americanas.
- A leitura fortalece a expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve, pressionando mercados emergentes como o Brasil.
- Por consequência, o Ibovespa caiu e houve maior volatilidade no câmbio.
- No Brasil, analistas passaram a revisar as projeções da Selic para cima; o Copom deve manter a taxa em 14,50% na próxima reunião.
Nos EUA, a inflação subiu 4,2% em maio, o maior nível em três anos, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio. O núcleo da inflação avançou 0,2%. O resultado levou a quedas nos preços do petróleo e nas bolsas americanas.
Analistas destacam que a alta reforça a expectativa de manutenção das altas taxas de juros pelo Federal Reserve. O cenário agrega pressão sobre mercados emergentes, entre eles o Brasil, com maior volatilidade no câmbio.
Impacto no cenário global
No Brasil, a divulgação dificulta eventuais cortes na Selic. O Copom deve manter a taxa em 14,50% na próxima reunião, segundo levantamento de casas financeiras, que revisaram as projeções para cima diante do ambiente externo.
A leitura externa aponta que o diferencial de juros continua relevante para atrair capitais. Assim, mantém-se a possibilidade de maior cautela na condução da política monetária brasileira nos próximos meses.
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