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Influenciadores viram empresários e pressionam mudanças no mercado financeiro

Painel no Web Summit Rio analisa como influenciadores viraram empresários, desafiando modelos bancários tradicionais e atraindo nova geração de clientes

Web Summit Rio 2026: crescimento dos influenciadores como empresários desafia modelos tradicionais do mercado financeiro. (Estela Marconi/Exame)
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  • Painel no Web Summit Rio 2026 discutiu que influenciadores estão virando empresários e desafiando modelos tradicionais do sistema financeiro, com Andrew Hancock, Jade Picon e Bruno PH.
  • Especialistas afirmam que a Geração Z já movimenta patrimônio relevante e pode enfrentar dificuldades de atendimento em bancos tradicionais.
  • Projeções indicam transferência de patrimônio global de cerca de US$ 84,4 trilhões até 2045, sendo US$ 72,6 trilhões para herdeiros.
  • Nos Estados Unidos, herdeiros devem receber cerca de US$ 68 trilhões; no Reino Unido, UK£ 5,5 trilhões; na Austrália, AU$ 3,5 trilhões; no Brasil, R$ 10 trilhões até 2045.
  • Bancos e fintechs criam soluções para esse público, como crédito baseado em receita recorrente e cartões para afiliados, alinhando-se à economia de criadores.
  • Jade Picon destaca a Aura Beauty, lançada em 2024, presente em mais de cinco mil pontos de venda, com faturamento acima de R$ 40 milhões e liderança no TikTok Shop, além de mais de cinco mil afiliados ativos.

RIO DE JANEIRO — Durante o Web Summit Rio 2026, um painel sobre Creator Economy e IA discutiu a influência de criadores de conteúdo na transformação do mercado financeiro. Andrew Hancock, Jade Picon e Bruno “PH” Bittencourt participaram do debate nesta quarta-feira (10). O objetivo foi entender como a audiência vira negócio e patrimônio.

Hancock, CEO da INC Capital Family Office, afirmou que bancos privados ainda não sabem atender jovens que acumularam patrimônio fora dos caminhos tradicionais. O grupo discutiu desafios de enquadrar criadores com grande seguidores dentro de private banks e carteiras de investimento.

Jade Picon, atriz e empresária, mostrou a evolução de sua marca Aura Beauty, lançada em 2024. A empresa já atua em milhares de pontos de venda e soma faturamento superior a R$ 40 milhões. Segundo a empresária, a audiência se tornou o ativo principal da empresa.

Bruno Bittencourt, CEO da Loud, destacou que a transformação envolve não apenas empreendedores digitais, mas também uma mudança no perfil de quem investe. Mercados passam a valorizar histórico, origem dos negócios e impacto social, além de métricas tradicionais.

Mudança no perfil do investidor

O painel discutiu como investidores da Geração Z demandam narrativas por trás das empresas e menos apenas retorno financeiro. Dados apontam que mais de US$ 84 trilhões devem ser transferidos globalmente até 2045, em grande parte por heranças, com herdeiros jovens.

A previsão, segundo especialistas, indica que parte relevante desse patrimônio virá para Estados Unidos, Reino Unido e países da Oceania, com impactos diferentes em cada região. No Brasil, a projeção aponta transferência próxima de R$ 10 trilhões até 2045.

Novas soluções financeiras

Especialistas anunciaram que bancos e fintechs já desenvolvem produtos voltados a criadores, como crédito com base em receita recorrente, cartões para afiliados e integração com plataformas digitais. Tais soluções buscam acompanhar novas dinâmicas de consumo e produção de conteúdo.

Picon ressaltou que o segredo de seu sucesso está na relação com a audiência. A Aura Beauty, criada após a construção da comunidade, tornou-se a marca mais vendida no TikTok Shop, com presença em mais de 5 mil pontos de venda e milhares de afiliados ativos.

Conclusão institucional

O debate reforçou que a atenção, e não apenas o capital, se tornou um ativo estratégico para criadores que transformam seguidores em negócios. Ao acompanhar essas mudanças, o mercado financeiro busca adaptar modelos de atendimento e crédito para esse novo perfil de clientela.

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