- Juros futuros fecharam o pregão com recuo moderado; DI com vencimento em janeiro de 2027 ficou em 14,495%, DI de janeiro de 2029 caiu para 14,94% e DI de janeiro de 2028 passou a 14,89%.
- O dia teve volatilidade, com o mercado dividido entre fatores externos e a expectativa sobre a direção da curva de juros no Brasil.
- O ambiente externo ganhou destaque com as tensões entre Estados Unidos e Irã e com o CPI de maio dos Estados Unidos, que trouxe alívio momentâneo aos mercados.
- O CPI nos EUA mostrou núcleo de inflação menos pressionado do que o esperado, mas não suficiente para mudar drasticamente a percepção sobre a política monetária norte‑americana.
- No Brasil, a probabilidade de manter a Selic em 14,50% para a próxima decisão de 17 de junho ficou em 68%, com 32% de chance de corte de 0,25 ponto, e a leitura para a reunião de agosto aponta maior probabilidade de manutenção.
Os juros futuros fecharam o pregão desta quarta-feira com recuo moderado, puxados pela volatilidade externa, enquanto a parte de vencimentos mais longos operou mais perto da estabilidade. O ambiente externo dominou o humor do mercado, diante da escalada de tensões no Oriente Médio e da divulgação do CPI dos EUA.
No ajuste final, o DI com vencimento em janeiro de 2027 caiu para 14,495%, frente a 14,51% no ajuste anterior. Já o DI janeiro/2028 reduziu de 14,935% para 14,89%, o DI janeiro de 2029 recuou de 14,97% para 14,94% e o DI janeiro de 2031 ficou em 14,82%, ante 14,81%.
O impulso inicial chegou a levar taxas futuras a mostrar deslocamento acima de 15% pela primeira vez desde o início de 2025, após ataques dos EUA a sistemas iranianos. Logo após, a divulgação do CPI de maio trouxe alívio, porém pouco intenso, mantendo o cenário em que o Fed pode manter ou reajustar juros no curto prazo.
Contexto externo
Especialistas ressaltam que o CPI sem mostrar núcleo tão pressionado reduz o fôlego para cortes americanos neste ano. A visão de que o Fed manterá a taxa em patamar elevado persiste, com incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e à inflação medida pelo núcleo do PCE.
Perspectiva brasileira e câmbio de expectativas
No Brasil, o Copom volta a ser observado com cautela, pois não há sinal claro de redução da Selic no encontro de 17 de junho. No mercado de opções, permanece a probabilidade de manter a taxa em 14,50% na próxima reunião e menor odds de novo corte de 0,25 ponto na leitura atual.
Convergência de cenários
Analistas do setor avaliam que o ambiente geopolítico e a performance do CPI norte-americano mantêm a taxa de juros global em patamares de incerteza. O tom permanece de cautela até que haja clareza sobre a trajetória de política monetária dos EUA e a percepção de progresso na inflação.
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