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Justiça do DF derruba liminar e libera megaleilão de energia de R$ 515 bi

Justiça do DF derruba liminar e dá andamento ao megaleilão de energia de até R$ 515 bilhões, com impactos previstos nas tarifas

Gases saindo de chaminés de usina termelétrica na Coreia do Sul
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  • Justiça do Distrito Federal derrubou a liminar que suspendia o megaleilão de reserva de capacidade, mantendo a validade do certame com contratos de até R$ 515 bilhões.
  • O juiz do DF entendeu que não há risco de prejuízo ao erário e que os contratos devem ser homologados nos próximos dias, impactando as contas de luz nos próximos anos.
  • Ontem, a Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou os contratos e destravou a contratação das usinas vencedoras; a decisão do Ceará não impedia a homologação.
  • O leilão desbloqueou o maior volume de potência da história do setor, com entrada em operação entre 2027 e 2031, priorizando a disponibilidade de geração rápida.
  • Estimativas apontam aumento na conta de luz: até 10% para residências e 20% para empresas; o processo também enfrentou questionamentos no Tribunal de Contas da União.

A Justiça do Distrito Federal derrubou hoje a liminar que suspendia o megaleilão de reserva de capacidade do governo federal, marcado para março. O certame, que envolve contratos de até R$ 515 bilhões, pode elevar a conta de luz em cerca de 10% para residências e 20% para empresas ao longo dos próximos anos. A decisão amplia a validade do leilão após uma ordem anterior da Justiça Federal no Ceará.

O juiz do DF, Manoel Pedro Martins de Castro Filho, decidiu manter o leilão em funcionamento, entendendo não haver risco de prejuízo ao erário com a homologação dos contratos. Com isso, os contratos devem ser homologados nos próximos dias e as usinas vencedoras podem começar a operação entre 2027 e 2031.

Ontem, a Aneel aprovou os contratos do leilão e destravou a contratação das usinas vencedoras. A agência entendeu que a decisão do Ceará não impedia a homologação, considerando que o requisito judicial já havia sido atendido pela decisão da Justiça do DF em maio.

O que mudou com a decisão

O megaleilão ampliou o volume de potência contratado, em um patamar que não tem precedentes no setor. A escolha privilegia a disponibilidade de potência para geração rápida quando acionada pelo ONS, diferente de leilões anteriores voltados a entrega de energia efetiva.

Envolvidos e próximos passos

Participam da decisão a Justiça do DF e a Aneel, com o aval da AGU em sustentar a continuidade do certame. A homologação dos contratos deve ocorrer na próxima semana, após requerimento de sustentação oral da Fiec, autora da ação que resultou na liminar.

Custos e impactos estimados

A contratação envolve usinas termelétricas fósseis, o que pode impactar o custo da energia. O MPF aponta aumentos potenciais de até 10% para residenciais e 20% para empresas, com efeitos mais fortes a partir de 2029. O armazenamento por baterias, embora mais econômico, não foi adotado no leilão.

Controvérsias e contexto

O leilão também suscitou questionamentos do Tribunal de Contas da União, envolvendo divergências sobre ponderação entre preço e segurança do sistema elétrico. Os debates acompanham o andamento dos contratos e a eventual homologação final pela Aneel.

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