- O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, afirmou que a autarquia pretende rediscutir a decisão que acabou com a obrigatoriedade de divulgação de relatórios de sustentabilidade por companhias abertas, prevista na Resolução 244.
- A medida gerou forte reação do mercado e de entidades ligadas à agenda ESG; o tema está sendo discutido com o Ministério da Fazenda e deverá voltar à pauta da CVM.
- Lobo não informou sua posição pessoal sobre a retomada da obrigatoriedade e disse que quer ouvir os diretores antes de se manifestar.
- O presidente afirmou que a CVM vive um momento de transformação e que a pressão do mercado é positiva, pois leva a entregas regulatórias.
- Entre as prioridades estão a tokenização no mercado de capitais e o uso de inteligência artificial para aprimorar a supervisão, com um período inicial de 100 dias para discutir os pilares da agenda de tokenização.
O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, afirmou que a autarquia pretende rediscutir a decisão que eliminou a obrigatoriedade de divulgação de relatórios de sustentabilidade por companhias abertas, contida na Resolução 244. A declaração ocorreu durante o evento Fintouch, promovido pela ABFintechs, em São Paulo, após ele participar da programação.
Conforme Lobo, o tema está em discussão com o Ministério da Fazenda e deverá retornar à pauta da CVM. Ele não adiantou qual será a posição do órgão, afirmando que prefere ouvir os diretores antes de se pronunciar.
Durante o mesmo evento, o presidente rebateu críticas de que a CVM estaria atravessando uma crise. Segundo ele, a autarquia vive um momento de transformação e deve responder às cobranças do mercado com entregas regulatórias. Quanto mais pressão, melhor, afirmou.
Prioridades da nova gestão
Lobo destacou a tokenização como uma das apostas para modernizar o mercado de capitais. Ele informou que será aberto um período inicial de 100 dias para definir os pilares de uma agenda de tokenização, tecnologia que pode reduzir falhas de supervisão e melhorar a rastreabilidade das operações.
A CVM também pretende ampliar o uso de inteligência artificial para aprimorar a supervisão. Segundo o presidente, a ferramenta pode apoiar analistas na identificação de padrões e no monitoramento em larga escala do mercado.
Entre na conversa da comunidade