- A inflação dos EUA acelerou para 4,2% no acumulado de 12 meses em maio, o maior nível em três anos.
- O núcleo da inflação subiu 0,2% na comparação mensal, com leitura anualizada de 2,9%.
- A energia segue como principal pressão inflacionária, com alta de 23,5% nos últimos 12 meses.
- O índice de moradia avançou 0,3% em maio, enquanto os preços dos serviços de transporte caíram 0,6%.
- Após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries caíram e o dólar recuou cerca de 0,15%.
O núcleo da inflação dos EUA surpreendeu, enquanto o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) mostrou avanço anual de 4,2% em maio. O mercado reagiu de forma positiva, pois o núcleo, que exclui alimentos e energia, subiu menos que o esperado.
Os números apontaram alta de 0,5% no índice mensal, alinhada com as projeções. O núcleo teve alta de apenas 0,2% no mês, abaixo da leitura anterior e do consenso. A leitura anualizada do núcleo ficou em 2,9%.
O analista William Castro Alves, da Avenue, explicou que o resultado cheio já era precificado; o destaque foi o núcleo, que mostrou menor pressão inflacionária. A leitura sugere que pressões persistem em setores específicos.
Energia segue como principal pressão inflacionária
Dados de 12 meses mostram que o setor de energia continua puxando o índice cheio, com alta de 23,5% nos preços de energia, impactando o CPI.
Componentes considerados importantes para a política monetária apontaram desaceleração. O índice de moradia subiu 0,3% em maio, ante 0,6% em abril, acenando para ritmo menor.
Serviços de transporte e impactos
Os preços dos serviços de transporte recuaram 0,6% no mês, surpreendendo pela direção contrária à alta esperada com a elevação dos combustíveis. O sinal indica transmissão de inflação ainda limitada.
Para Castro Alves, a combinação de yields mais baixos e dólar mais fraco pode favorecer moedas emergentes, como o real, embora haja cautela diante das pressões setoriais de energia.
Mercado e financiamento
Após a divulgação, houve leve queda nos rendimentos de Treasuries. Caso a inflação tivesse superado as expectativas, o ajuste seria na direção oposta, com alta de yields, conforme a avaliação do analista.
O dólar, medido pelo índice DXY, recuou cerca de 0,15%. O movimento reforça o perfil de alívio para ativos de risco, ainda que o pacto inflacionário dependa de componentes específicos.
As informações destacam que, apesar do avanço do índice completo, a inflação permanece sob controle relativo em alguns setores relevantes para a política monetária, mantendo o cenário de cautela para o mercado.
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