- O ouro com entrega para agosto fechou a US$ 4.133,3 por onça-troy, queda de 3,37% na Comex, mercato NYMEX.
- A queda é impulsionada pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que eleva o preço do petróleo e as preocupações com a inflação.
- O metal passa a ficar cerca de 20% abaixo do nível visto antes do conflito no Oriente Médio.
- A inflação projetada e a percepção de juros mais altos por mais tempo pelos bancos centrais reduzem a atratividade do ouro, que não rende juros.
- Novos confrontos e a possibilidade de estagnação nas negociações aumentam a incerteza sobre o Estreito de Ormuz, núcleo estratégico de fornecimento de energia.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para agosto fechou em queda de 3,37%, a US$ 4.133,3 por onça-troy. O movimento veio diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que eleva o preço do petróleo e reacende preocupações com a inflação.
O metal precioso acumula perda de cerca de 20% desde o pico anterior ao conflito, refletindo um cenário de maior atratividade para ativos com rendimentos, à medida que a inflação é pressionada e os juros podem permanecer elevados por mais tempo.
Analistas destacam que ataques entre EUA e Irã alimentam incertezas sobre a estabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fornecimento global de petróleo. Esse risco geopolítico tende a manter a pressão sobre ativos de refúgio.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã está demorando a negociar um acordo e sinalizou que o país poderá pagar o preço. As declarações contribuíram para a volatilidade dos mercados de energia e de ativos defensivos.
Em relatório, uma analista do MUFG Bank destacou que a alta dos preços do petróleo reforça as expectativas de inflação, o que sustenta a visão de juros elevados por mais tempo. Esse cenário costuma desincentivar a demanda por metais não rentes.
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