Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pix pode revolucionar fintechs, afirma CEO do Web Summit

Pix pode revolucionar fintechs globais ao eliminar intermediários, nivelar o campo e abrir espaço para inovação no Sul Global

Para o executivo irlandês, o arranjo de pagamentos instantâneos desenhado pelo Banco Central funciona como uma alavanca de eficiência macroeconômica ao eliminar intermediários na cadeia de valor digital (Foto: Divulgação)
0:00
Carregando...
0:00
  • O CEO do Web Summit, Paddy Cosgrave, disse que o Pix pode revolucionar fintechs ao eliminar intermediários e reduzir custos na economia digital.
  • Ele afirmou que o Brasil passou a ser visto como exportador de tendências, especialmente no Sul Global, atraindo atenção de fundos de venture capital.
  • Cosgrave explicou que o modelo brasileiro pode ser exportado a outros bancos centrais do Sul Global e, futuramente, à Europa, apesar de a tese ainda não ser amplamente compreendida fora da região.
  • O executivo destacou a presença crescente de empresas asiáticas, incluindo China e Vietnã, no mercado latino-americano, com avanços na IA generativa e modelos de código aberto disputando espaço com grandes empresas americanas.
  • Segundo Cosgrave, grandes empresas de tecnologia monitoram inovações fora do Vale do Silício há muitos anos, acompanhando movimentos e estratégias de players emergentes em lugares como Shenzhen.

O Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, é visto como instrumental para revolucionar fintechs, segundo Paddy Cosgrave, CEO do Web Summit. Em uma coletiva no Rio de Janeiro, Cosgrave destacou que o BC mantém o Pix como ferramenta de eficiência que elimina intermediários na cadeia digital.

Ele afirmou que o arranjo regulatório brasileiro nivela o jogo e reduz custos na economia digital. Segundo o CEO, grandes emissores de cartões e adquirentes dos EUA acompanham o movimento com interesse, enquanto o Pix ganha atenção internacional.

Cosgrave também destacou que há pouco conhecimento sobre o Pix fora da América Latina, mas que números de crescimento podem atrair interesse de bancos centrais do Sul Global e, eventualmente, da Europa. O modelo, na visão dele, tem potencial de exportação.

Descentralização e Asia no radar

O executivo apontou a presença de empresas chinesas na América do Sul como parte de uma tendência de descentralização tecnológica. Em Berlim e Lisboa, a atuação de players chineses já é relevante, e o Rio de Janeiro pode ganhar escala nos próximos anos.

Executivos chineses costumam analisar o ambiente de negócios local antes de posicionar filiais ou projetos, afirmou Cosgrave, sinalizando ciclos de decisão mais longos, dados os encontros anuais do Web Summit.

Além da China, Cosgrave indicou o crescimento de delegações asiáticas no Brasil, com a chegada de startups vietnamitas nesta edição do evento. A diversificação de players é vista como componente da expansão regional.

IA, open source e competição global

A discussão também abordou a competição entre modelos de IA. O espaço entre código aberto da China e as arquiteturas fechadas das Big Techs norte-americanas deve moldar os investimentos no segundo semestre, segundo o CEO.

Cosgrave citou dados de mercado que sugerem avanço de modelos chineses em uso corporativo nos EUA, com a DeepSeek ganhando relevância frente à OpenAI e à Anthropic. A tendência aponta para maior valorização de soluções abertas.

A visão do Web Summit é de que o ecossistema brasileiro e sul-americano ganha protagonismo ao lado de avanços asiáticos, com decisões corporativas que devem se consolidar nos próximos anos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais