- O presidente da Latam, Jerome Cadier, criticou a reforma tributária que entrou em vigor neste ano e deve ser concluída em 2033, dizendo que o setor ficará mais onerado.
- Cadier afirma que a Latam terá de repassar ao fisco R$ 6 bilhões, três vezes mais do que os R$ 2 bilhões pagos até o ano passado, e que esse custo será repassado aos clientes.
- As declarações foram feitas durante o Seminário Lide Turismo, em São Paulo, nesta quarta-feira, dez.
- Ele citou o aumento dos custos com combustível por causa da guerra no Oriente Médio e afirmou que a liberação dos recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) de R$ 5,5 bilhões em 2026 pode ajudar o setor.
- Segundo Cadier, as empresas já pagam quase o dobro pelo combustível em relação ao ano passado, o que leva a mudar rotas, frequência e preços; a Latam continua crescendo, mas acima de desempenho anterior.
O presidente da Latam, Jerome Cadier, afirmou que a reforma tributária em vigor neste ano deverá onerar significativamente o setor aéreo, com impacto direto sobre a empresa. Durante o Seminário Lide Turismo, em São Paulo, Cadier mencionou que a Latam precisará repassar ao fisco cerca de R$ 6 bilhões, ante R$ 2 bilhões pagos anteriormente. A reforma está prevista para ser concluída em 2033.
Cadier destacou que o aumento de tributos atingirá principalmente as companhias aéreas, mas afirmou que o custo será repassado aos clientes que planejam viagens com a Latam. Ele minimizou que a empresa possa absorver o custo sem repassar parte dele ao passageiro, destacando o peso financeiro do novo regime.
O executivo também comentou o impacto do aumento do preço do combustível, atribuído à guerra no Oriente Médio. Em sua avaliação, o uso do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) para aliviar parte do custo seria positivo. O Fnac deverá receber R$ 5,5 bilhões em 2026, segundo Cadier, e ele ressaltou que a regulamentação rápida pode ajudar o setor a enfrentar a crise de custos.
Seja repensando rotas, frequência ou tarifas, Cadier afirmou que a Latam já ajusta operações para lidar com a alta de combustíveis, sem eliminar rotas imediatamente. A companhia continua a crescer em relação ao ano passado, embora em ritmo mais moderado.
Fundo e impactos operacionais
Cadier destacou a possibilidade de usar o Fnac para mitigar o aumento de custos com combustível, apontando benefício potencial para o setor. Ainda segundo o executivo, o custo da operação aérea está pressionado, levando a ajustes de planejamento de voos e preços.
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