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Vale inaugura usina com IA em MG e eleva produtividade 25%

Vale inaugura usina com IA em Itabira, eleva produtividade em vinte e cinco por cento e projeta onze vírgula dois milhões de toneladas neste ano, com maior eficiência e menos rejeitos

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  • A Vale inaugurou em Itabira, Minas Gerais, sua primeira usina de alta tecnologia com uso de inteligência artificial, após modernizar a planta Conceição 2, com ganho de produtividade de 25% em menos de dois anos de piloto.
  • A unidade pode produzir 11,2 milhões de toneladas de minério de ferro neste ano, frente a 9 milhões produzidos em 2024, com integração de automação avançada e monitoramento de mais de 400 variáveis.
  • A iniciativa ampliou em quarenta por cento a participação do pellet feed de redução direta e melhorou a recuperação mineral, aumentando a eficiência operacional.
  • Foram instaladas mais de cem câmeras e automatizados cerca de sete mil instrumentos, com sensores e análises online do teor de minério para ajustes imediatos e redução de rejeitos; o teor de ferro no rejeito caiu vinte e seis por cento em 2026.
  • O projeto, que envolve cinquenta e uma soluções para eliminar gargalos, faz parte da estratégia da Vale de operações mais conectadas e sustentáveis, com ABB atuando como integradora tecnológica; água recirculada corresponde a noventa e dois por cento.

A Vale inaugurou em Itabira, Minas Gerais, sua primeira usina de alta tecnologia com inteligência artificial, após modernizar a planta Conceição 2. A empresa informou que o projeto resultou em ganho de produtividade de 25% em menos de dois anos de piloto. A publicação ocorreu nesta quarta-feira.

A unidade deve produzir 11,2 milhões de toneladas de minério de ferro neste ano, frente 9 milhões em 2024. A modernização integra automação avançada, monitoramento e uso de dados para otimizar mais de 400 variáveis do beneficiamento.

A iniciativa ampliou em 40% a participação do pellet feed de redução direta, produto estratégico para descarbonização da siderurgia, e elevou a recuperação mineral, aumentando a eficiência operacional.

Mais de 100 câmeras foram instaladas e cerca de 7.300 instrumentos foram automatizados. Sensores e análises online do teor de minério permitem ajustes no processo e redução de rejeitos.

O teor de ferro no rejeito caiu 26% em 2026, segundo a Vale. A usina modelo representa uma nova forma de operação, com governança de processos e pessoas bem capacitadas, diz o VP Carlos Medeiros.

A digitalização também reduziu intervenções manuais e aumentou a segurança, com operação remota de equipamentos e monitoramento central. Atualmente, 92% da água é recirculada na usina.

O projeto envolve 51 soluções para eliminar gargalos e melhorar operações, alinhado à estratégia da Vale de operações mais conectadas e sustentáveis. A ABB atuou como integradora tecnológica.

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