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Volatilidade do petróleo restringe previsões de consumo doméstico, diz CEO da ARX

Volatilidade do petróleo freia o consumo doméstico; retorno de IPOs fica para o fim de 2027, aponta Rogério Poppe, CEO da ARX Investimentos

A jornalista Flavia Lima entrevista Rogério Poppe, CEO e gestor da ARX Investimentos
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  • Rogério Poppe, CEO da ARX Investimentos, diz que a volatilidade do petróleo, incentivada por indefinições no Oriente Médio, afeta o consumo doméstico e pressiona empresas no curto prazo; Brent fechou em alta de 3,88% a US$ 95.
  • Se o petróleo permanecer acima de US$ 100, haveria risco de recessão global, mas esse não é o cenário-base da ARX; ainda assim, o prêmio deve ficar entre US$ 10 e US$ 20 em relação ao cenário de 2015.
  • A gestora congelou, sem reduzir, as apostas em ações de consumo doméstico devido à pressão dos preços do petróleo; segue otimista em relação a melhora no horizonte.
  • No mercado de IPOs, a única oferta até agora foi a Compass-Cosan, sugerindo que a janela de lonas na bolsa está fechada e a retomada pode ocorrer apenas no final de 2027, quando a bolsa superar 200 mil pontos.
  • Poppe aponta saída de recursos estrangeiros em maio como ajuste de carteira; para investidores domésticos, a decisão depende de juros e da pauta fiscal na eleição, que pode influenciar o desempenho dos ativos.

As indefinições no Oriente Médio seguem causando volatilidade nos preços do petróleo, o que afeta o consumo doméstico e o desempenho de empresas no curto prazo. Rogério Poppe, CEO da ARX Investimentos, ressalta esse cenário em entrevista ao C-Level em São Paulo.

Nesta quarta-feira, o Brent fechou em alta de 3,88%, cotado a US$ 95 por barril, diante de ataques entre EUA e Irã. Poppe afirma que se o petróleo superar US$ 100 o risco de recessão global aumenta, ainda que esse não seja o cenário base da gestora.

A ARX não reduziu, mas congelou posições em ações do segmento de consumo doméstico, diante da pressão de preços. A gestora mantém visão de melhoria no longo prazo, ainda que a inflação e a continuidade de juros elevados componham o curto prazo.

Perspectiva para IPOs e balanço de mercado

Poppe aponta que, até agora, a única oferta pública de ações aberta foi a da Compass, ligada ao grupo Cosan, o que indicaria uma Bolsa relativamente barata. A retomada de IPOs deve ocorrer apenas no fim de 2027, quando a Bolsa superar 200 mil pontos.

O gestor destaca que a janela de IPOs depende de condições de mercado e de ações das empresas. Em seu diagnóstico, investidores com perfil de curto prazo reagiram com saída diante de incertezas sobre juros e guerra no Oriente Médio.

Poppe comenta ainda a forte retirada de recursos estrangeiros da bolsa em maio, qualificada como ajuste de carteira. Segundo ele, o investidor doméstico permanece sensível a juros altos e a cenários de inadimplência fiscal.

Cenário político e estratégia de renda variável

Para o analista, o mercado é composto por diversos participantes. A presença de um candidato com pauta fiscal pode influenciar positivamente os preços. A visão é de que a continuidade de reformas pode favorecer a curva de juros e os ativos.

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