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Além dos estádios: ações que Wall Street aponta como vencedoras da Copa

Wall Street vê ganhos setoriais com a Copa de 2026 (hotéis, alimentação, mídia e apostas); impacto no PIB é limitado, mas turismo eleva demanda pontual

Torneio pode elevar as receitas de empresas ligadas ao turismo, à alimentação, à publicidade, ao comércio digital e às apostas esportivas, segundo analistas. (Foto: Alex Kraus/Bloomberg)
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  • A Copa do Mundo de 2026, com 48 seleções e 104 partidas, começa hoje, impulsionando o turismo e receitas de setores como hotels, restaurantes, mídia, plataformas digitais e apostas nos EUA.
  • O Deutsche Bank estima cerca de 1,2 milhão de torcedores internacionais e aponta que a FIFA pode contribuir com até US$ 17,2 bilhões ao PIB dos Estados Unidos, desempenho considerado temporário, em torno de 0,05% do PIB.
  • Empresas listadas podem se beneficiar, incluindo hotéis (DiamondRock, Host Hotels & Resorts, Park Hotels & Resorts, Ryman Hospitality Properties; Hyatt, Hilton, Marriott), serviços de Uber/Lyft e Airbnb, além de redes como Shake Shack, The Cheesecake Factory, Chipotle, Starbucks, Wingstop e Dunkin’.
  • No lado publicitário e de mídia, são citadas Fox Corporation, Telemundo (Comcast), YouTube (Alphabet) como ganhadores potenciais, além de estimativas de até US$ 850 milhões em publicidade para a edição de 2026.
  • Na América Latina, empresas como Arca Continental, Gruma, Grupo Bimbo, Coca-Cola Femsa e Femsa destacam-se pela exposição aos mercados anfitriões; Ambev e Arcos Dorados também aparecem entre os potenciais beneficiários.

A Copa do Mundo de 2026 começa hoje, nos Estados Unidos, com 48 seleções e 104 partidas programadas. O torneio deve movimentar as cidades-sede e gerar impacto direto em setores ligados ao turismo, alimentação e mídia.

O Deutsche Bank revisa o cenário: estima-se a entrada de cerca de 1,2 milhão de torcedores internacionais. A FIFA aponta contribuição de até US$ 17,2 bilhões para o PIB dos EUA, um impulso temporário, porém de menor escala ante o conjunto da economia global.

Mesmo com efeito macroeconômico limitado, o banco aponta oportunidades relevantes para quem atua junto ao evento. A Copa de 2026 é considerada a maior da história, com 16 equipes a mais que em 2022, 40 partidas a mais e duração de 39 dias.

Ações no radar de Wall Street

Atração maior será o turismo, que deve elevar a receita de hotéis e serviços próximos aos estádios. REITs hoteleiros podem ver alta de 50 a 75 pontos-base na receita por quarto disponível, conforme projeções do Deutsche Bank.

Entre as companhias mais expostas, estão DiamondRock Hospitality, Host Hotels & Resorts, Park Hotels & Resorts e Ryman Hospitality. Programas de hotéis como Hyatt, Hilton e Marriott também despontam como beneficiárias potenciais.

Movimentos de torcedores devem favorecer transportes e hospedagem alternativa. Uber, Lyft e Airbnb aparecem entre as ações monitoradas pelo banco, com expectativa de maior demanda por deslocamento e acomodações.

Restaurantes, bebidas e entregas

O setor de alimentação deve ganhar com o turismo e com encontros para acompanhar os jogos. Redes como Shake Shack, The Cheesecake Factory, Chipotle, Starbucks, Wingstop e Dunkin’ aparecem entre as potencialmente beneficiadas.

A Domino’s Pizza também é destacada, pela importância das entregas nos EUA, com campanhas promocionais já lançadas durante o torneio.

Bares esportivos e restaurantes que transmitem as partidas devem subir na frequência de clientes. Locais como Buffalo Wild Wings, Yard House, BJ’s, Applebee’s e Chili’s entram no radar de exposição direta.

Publicidade e produção de conteúdo

A Copa impulsiona a publicidade associada ao torneio. Fox, Telemundo e YouTube aparecem como grandes beneficiários potenciais do eventual aumento de audiência e engajamento durante as partidas.

Apostas esportivas e equipamentos

O Deutsche Bank projeta volume de apostas no torneio entre US$ 3,3 bilhões e US$ 4,1 bilhões. FanDuel pode alcançar ~US$ 1,3 bilhão; DraftKings, cerca de US$ 1,1 bilhão, com ganhos acima das expectativas em alguns cenários.

Marcas de material esportivo também ganham visibilidade. Nike e Adidas lideram, com Adidas vestindo 14 seleções e Nike 12, além da bola oficial Trionda já em comercialização. A parceria eleva exposição de marca e vendas.

Amostra latino-americana

A realização conjunta EUA-México-Canadá amplia o espaço para empresas da região. Arca Continental aparece entre as mais bem posicionadas por atuação integrada com mercados dos dois lados da fronteira.

Outras empresas com forte presença regional incluem Gruma, Grupo Bimbo, Coca-Cola FEMSA e Femsa. Ambev, Arcos Dorados e outras marcas da região também são citadas pela Bloomberg Intelligence como potenciais beneficiárias.

Citi confirma a lista de alvos, destacando Ambev, Coca-Cola FEMSA e Arca Continental na América Latina. Nos EUA, aparecem Coca-Cola, PepsiCo, McDonald’s, Marriott, Uber, Alphabet, Meta, DraftKings e Nike entre os nomes observados.

As próximas semanas vão indicar se o turismo, a publicidade e o merchandising realmente se traduzem em resultados para as empresas, com evolução da audiência, ocupação hoteleira e consumo em restaurantes como variáveis-chave.

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