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Alta de serviços em abril compensa queda de março, avalia FGV Ibre

Alta de serviços em abril compensa queda de março, com avanço em todas as atividades e perspectiva de oscilações menores nos próximos meses

Serviços: resultados seguem mostrando uma desaceleração tênue da atividade — Foto: Unsplash
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  • Em abril, o setor de serviços avançou um vírgula dois por cento, compensando a queda de um vírgula um por cento em março.
  • Outros serviços tiveram alta de dois vírgula dois por cento, após recuo de um vírgula oito por cento no mês anterior.
  • O segmento de transportes cresceu zero vírgula nove por cento, depois de recuar um vírgula seis por cento em março.
  • Serviços prestados às famílias subiram um vírgula quatro por cento, ante queda de um vírgula um por cento em março.
  • Informação e comunicação subiram zero vírgola cinco por cento e serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram zero vírgula quatro por cento; o economista Rodolpho Tobler, do Fundo Getúlio Vargas Instituto de Economia (FGV Ibre), entende que o desempenho de abril reflete compensação pelo mês anterior, com perspectiva de resultados próximos de zero e oscilações pontuais.

O setor de serviços brasileiro avançou 1,2% em abril, revertendo a queda de 1,1% observada em março, segundo avaliação do FGV Ibre com base em dados do IBGE. O desempenho confirma a recuperação gradual diante da desaceleração ainda presente.

Todas as cinco atividades pesquisadas registraram alta em abril. Outros serviços passaram de -1,8% em março para +2,2% em abril. O segmento de transportes subiu 0,9% após recuo de 1,6%.

Também cresceram serviços prestados às famílias (+1,4%), informação e comunicação (+0,5%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,4%), diante de quedas no mês anterior.

A leitura do economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, é de desaceleração tênue da atividade, mantendo o setor em patamar elevado e demonstrando mais uma compensação do mês passado do que uma mudança de tendência.

Segundo Tobler, não é o momento de empolgar-se com a alta de abril nem de se decepcionar com a queda de março. A expectativa para os próximos meses é de resultados próximos de zero, com oscilações ocasionais e uma atuação mais lateral no conjunto do ano.

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