- Em 2026, o valor total das 100 marcas mais valiosas do Brasil atingiu US$ 90,2 bilhões, alta de 14% frente a 2025 (equivalente a US$ 10,8 bilhões).
- Itaú lidera o ranking com US$ 9,9 bilhões; Porto é a marca mais forte do país, enquanto Nubank caiu para a segunda posição.
- Top 5 de valor: Banco do Brasil, US$ 4,9 bilhões; Bradesco, US$ 4,7 bilhões; Nubank, US$ 4,2 bilhões; Caixa, US$ 3,9 bilhões.
- Antarctica foi a marca que mais cresceu em valor (126%), e Pilão liderou em força, com alta de 78%.
- Natura ficou com a liderança em ESG (ambiental e social) e Porto liderou em governança, com metas Regenera para 2030.
Em 2026, as 100 marcas mais valiosas do Brasil somaram US$ 90,2 bilhões, alta de 14% frente a 2025. O ganho representa US$ 10,8 bilhões, em meio a um cenário global de conflitos, tarifas e volatilidade econômica. O estudo é da Brand Finance Brasil e tem chancela do Institute of Chartered Accountants.
O relatório, antecipado pelo Época NEGÓCIOS, traça quatro grandes frentes: valor de marca, força da marca (BSI), crescimento em valor e crescimento em força. O método baseia-se no custo de royalties para estimar o valor de ativos intangíveis e na avaliação da influência da marca sobre decisões de consumo.
As marcas mais valiosas, mais fortes e as que mais cresceram são analisadas, com entrevistas de executivos e análises de mercado. A publicação ressalta como a gestão sólida tem permitido resiliência ante a volatilidade econômica.
As mais valiosas
Com Itaú à frente pelo décimo ano seguido, a marca foi avaliada em US$ 9,9 bilhões. O BB ocupa a segunda posição, avaliado em US$ 4,9 bilhões, seguido pelo Bradesco com US$ 4,7 bilhões. Nubank aparece em quarto e a Caixa fecha o top 5, com US$ 3,9 bilhões.
O Itaú destaca que a evolução de bem-estar financeiro tem sido eixo de atuação, ampliando o relacionamento com clientes. O BB ressalta a força de conexão com o público brasileiro ao longo da vida, segundo a diretora de Marketing Larissa Novais. O presidente da Caixa afirma que o modelo público é ativo competitivo.
As mais fortes
A Porto assume a posição de marca mais forte, com 96,9 pontos, superando o Nubank, que fica em segundo. A virada resulta da reestruturação de marca iniciada em 2022, com novas verticais que ampliam o portfólio. O Nubank mantém 95,18 pontos, estável em relação ao ano anterior.
A Sadia completa o top 3 entre as marcas mais fortes, destacando-se pela continuidade de construção de valor ao longo de décadas. Executivos da empresa destacam consistência, qualidade percebida e inovação como pilares.
As que cresceram mais
Antarctica registrou o maior crescimento de valor entre as marcas, com 125%, impulsionada pela consolidação de um portfólio que integra tradição e modernidade. A Maguary aparece em segundo lugar no ranking de crescimento de valor, seguida pela Riachuelo, resultado de transformação iniciada em 2023.
Entre as que mais cresceram em força, Pilão lidera com alta de 78,2% no BSI, beneficiada por estratégia integrada entre marketing e vendas e por inovação de portfólio, como linhas de cápsulas e origens. Sem Parar aparece em segundo, com ganhos expressivos ao ampliar soluções para mobilidade. Itambé fecha o grupo com crescimento de 45%.
Sustentabilidade como métrica
No ESG, Natura lidera em Ambiental e Social, com referência à conexão entre biodiversidade e cadeia produtiva. A empresa cita presença em COP30 e no Festival de Parintins como reforço de seu eixo estratégico. Na governança, a Porto assume a dianteira, destacando ações do programa Regenera para ampliar a participação feminina e reduzir emissões até 2030.
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