- A soma da riqueza dos bilionários do mundo é de US$ 20,1 trilhões, equivalente a quase um quinto do PIB global.
- Hoje existem quase três mil bilionários na Terra, com um aumento de US$ 5,9 trilhões em um ano, cerca de quarenta e dois por cento a mais.
- Em quinze anos, a fortuna total passou de US$ 4,5 trilhões para US$ 14,2 trilhões em 2024, e chegou a US$ 20,1 trilhões em 2026.
- Nos Estados Unidos reside quase um terço desses bilionários, e a espera é de que SpaceX abra o caminho para o primeiro trilionário da história, caso a IPO ocorra conforme previsto.
- O aumento da riqueza está ligado ao boom da inteligência artificial, às mudanças tributárias que beneficiaram grandes acionistas e à ascensão de empresas “superestrelas” que dominam setores inteiros.
Os bilionários do mundo somam US$ 20,1 trilhões, quase 20% do PIB global, com cerca de 3.000 pessoas. Em um ano, a fortuna do grupo cresceu US$ 5,9 trilhões, quase 42% a mais, segundo estudo do economista Gabriel Zucman.
O levantamento aponta que, há 15 anos, a soma das fortunas era de US$ 4,5 trilhões. Hoje, o patrimônio alcança US$ 14,2 trilhões e, no conjunto, representa o quinto da produção mundial. O salto reflete concentração de riqueza e influência.
Quase um terço dos bilionários mora nos Estados Unidos, onde pode surgir o primeiro trilionário, Elon Musk, dependendo do desempenho da oferta pública da SpaceX. A empresa tem avaliação prevista em US$ 1,77 trilhão no dia da estreia na bolsa.
A disparidade cresce em meio ao boom da inteligência artificial, com grandes empresas de tecnologia como Nvidia, Apple, Microsoft, Alphabet, Meta e TSMC valendo mais de US$ 1 trilhão cada. Os lucros de ações beneficiam principalmente quem já detém ativos.
A ascensão dos ultrarricos coincide com mudanças na legislação tributária dos EUA na última década, que favoreceram famílias e acionistas poderosos, ampliando sua influência política. Trabalhadores recebem parcela menor da riqueza criada.
Desigualdade é tema central: economistas associam o fenômeno à atuação de empresas superestrelas, que dominam setores inteiros e podem fixar preços, reduzir salários e impor condições de trabalho desfavoráveis. A distância entre ricos e trabalhadores se amplia.
Nos EUA, reformas fiscais reduziram a carga tributária sobre corporações e grandes fortunas, elevando a riqueza do topo. Trabalhadores arcam com maior parte dos impostos diretos, enquanto o governo enfrenta queda de receita para serviços públicos.
Movimentos políticos ganham corpo para taxação de grandes fortunas. Em Califórnia, sindicalistas defendem lei de imposto sobre riqueza de 5% para bilionários, com base em cálculos de Zucman e Saez. A medida mira fortunas regionais que superam US$ 2 trilhões.
Especialistas reiteram que o problema não é apenas acumular riqueza, mas o uso do capital para influenciar políticas públicas. A concentração extrema pode afetar a democracia e o equilíbrio econômico por gerações.
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