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CEO do BRB afirma que pior da crise já passou após R$ 6 bi em saques

BRB busca empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC para viabilizar capitalização de até R$ 8,8 bilhões liderada pelo governo do Distrito Federal

Capitalização dará fôlego a um dos últimos bancos regionais ainda em operação no Brasil (Foto: Bloomberg)
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  • O CEO do BRB afirmou que a instituição deve superar a crise causada pelas operações com o Banco Master, liquidado, com saques de cerca de 6 bilhões de reais já recuperados.
  • O BRB espera concluir, até o fim deste mês, negociações com o Fundo Garantidor de Créditos para um empréstimo que pode chegar a 6,6 bilhões de reais.
  • A capitalização de até 8,8 bilhões de reais será liderada pelo governo do Distrito Federal e visa cobrir perdas relacionadas aos ativos do Master.
  • A operação depende de garantias de grandes bancos e de repasses do governo federal, com prazo de 15 anos e início de pagamentos em 2028.
  • A expectativa é que as tratativas com o FGC estejam concluídas até o fim de junho, conforme informou o CEO à Bloomberg News.

O BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, enfrenta ainda efeitos da crise ligada ao Banco Master, liquidado. Cerca de 6 bilhões de reais em saques foram realizados por clientes desde novembro, com parte coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O banco tenta até o fim do mês fechar uma solução de capitalização e salvaguardas para retomar a recuperação.

O CEO Nelson Antônio de Souza afirmou que o pior da crise de liquidez já passou. Em entrevista à Bloomberg News, ele destacou que o BRB mira uma capitalização de até 8,8 bilhões de reais, com empréstimo do FGC que pode chegar a 6,6 bilhões e aporte do governo local. A ideia é cobrir perdas esperadas com ativos herdados do Master.

Detalhes da negociação e cenários

Brasília trabalha para concluir as tratativas com o FGC até o fim de junho, com garantia de repasse de recursos por bancos de grande porte do país. O formato prevê prazo de 15 anos, pagamentos começando em 2028, conforme o governo local coordena a operação. A ação depende de flexibilização fiscal aprovada em maio.

A operação também envolve que o governo do DF participe ativamente do aporte, mantendo controle majoritário do BRB. A expectativa é estabilizar o banco regional, ainda sob vigilância de agências de rating e do mercado, diante da fragilidade financeira herdada do Master.

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