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Cesta básica sobe em todas as capitais em maio, aponta Dieese e Conab

Cesta básica sobe em todas as capitais em maio; SP fica com a mais cara, a R$ 952,20, e gasto representa 52,01% do salário mínimo líquido

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  • Em maio de 2026, o custo da cesta básica subiu em todas as 27 capitais, puxado por itens como batata, tomate, carne e feijão.
  • A maior alta mensal ocorreu em Recife (8,05%), seguida por Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%).
  • São Paulo manteve a cesta mais cara do país, em R$ 952,20, com alta de 5,08% frente abril.
  • Em termos anuais, a maioria das capitais mostrou aumento entre maio de 2025 e maio de 2026; São Luís foi a única com queda (-2,52%).
  • O custo da cesta elevou o tempo de trabalho necessário para a compra: 105 horas e 50 minutos em maio, correspondendo a 52,01% do salário mínimo, com salário mínimo necessário calculado em R$ 7.999,44.

Em maio, o custo da cesta básica subiu em todas as 27 capitais do país, segundo dados do Dieese e da Conab. O aumento foi puxado por itens como batata, tomate, carne e feijão.

Os valores variaram entre as cidades, com destaque para Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%). Em São Paulo, a cesta ficou em 952,20 reais, alta de 5,08%.

Na sequência aparecem Cuiabá (925,49 reais), Rio de Janeiro (914,48 reais) e Florianópolis (913,43 reais). São Luís e Aracaju apresentaram os menores custos, respectivamente 651,15 reais e 652,73 reais.

Contexto econômico

Comparando com maio de 2025, quase todas as capitais registraram alta no período, com variações entre 0,79% e 14,29% (Recife). São Luís foi a única com queda de 2,52%. Em 2026, o aumento persistiu em todas as capitais (3,45% a 21,94%).

O esforço do trabalhador também ficou mais intenso. Em maio, foram necessárias 105 horas e 50 minutos de trabalho para adquirir a cesta, ante 100h52m em abril. O gasto representou 52,01% do salário mínimo líquido.

Impacto no trabalhador

Com base na cesta mais cara, o Dieese estima que o salário mínimo necessário seria de 7.999,44 reais, equivalente a 4,93 vezes o salário mínimo de 1.621,00 reais. As informações destacam a relação entre custo de alimentação e renda.

As informações são do Dieese e da Conab, sem divulgação de dados adicionais.

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