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China convoca Alibaba e Instagram chinês após denúncia de propaganda falsa

Regulador de Pequim convoca Alibaba, JD.com, Pinduoduo, Douyin e Xiaohongshu para esclarecer denúncias de propaganda falsa e subsídios não divulgados antes do 6.18

Pessoas visitam estande da Alibaba em feira de inteligência artificial em Xangai, na China
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  • Regulador de Pequim convocou representantes da Alibaba, JD.com, PDD Holding (Pinduoduo), Douyin e Xiaohongshu para esclarecer denúncias de propaganda falsa envolvendo promoções do feriado de compras 6.18.
  • O órgão apontou irregularidades na forma como as plataformas promoveram produtos antes do festival, prometendo subsídio de 10 bilhões de iuanes, mas sem revelar quanto foi realmente investido em descontos.
  • Douyin e Xiaohongshu não teriam divulgado informações adequadas sobre suas promoções para o 6.18, segundo a CCTV.
  • A ByteDance (dona do Douyin e Xiaohongshu) e a PDD não responderam aos pedidos de comentário; Alibaba e JD.com recusaram-se a comentar.
  • O regulador já tinha pressionado grupos de tecnologia chineses por guerras de preços e subsídios; ações da Alibaba e da JD.com caíram na Hong Kong Stock Exchange após o alerta.

O regulador do mercado de Pequim convocou representantes da Alibaba, JD.com, PDD Holding (Pinduoduo), além do Douyin e do Xiaohongshu, para esclarecer denúncias de propaganda falsa. A ação envolve as promoções previstas para o festival 6.18, em 18 de junho, e foca em irregularidades na divulgação de descontos.

Segundo a CCTV, as plataformas teriam prometido subsídios de 10 bilhões de yuans para o evento, sem revelar o montante real investido em descontos nem como esse gasto seria rateado entre a empresa e os comerciantes. Alibaba, JD.com e PDD teriam falhado em detalhar seus pilares de promoção, informou o regulador.

Douyin e Xiaohongshu também não apresentaram informações suficientes sobre as suas promoções do 6.18, de acordo com a estatal. As empresas de tecnologia não responderam aos pedidos de comentário; as matrizes ByteDance, Alibaba e JD.com não comentaram de imediato.

Contexto regulatório e impactos no mercado

As autoridades chinesas vêm cobrando maior transparência em ações de subsídio e competição entre plataformas de comércio eletrônico, para evitar distorções de preços. O objetivo é reduzir o que Pequim chama de competição excessiva e de incentivos inadequados para comerciantes.

Analistas apontam que a pressão regulatória já afeta o desempenho das ações de grandes grupos de tecnologia. Em Hong Kong, as ações da Alibaba tiveram queda intensificada neste ano, refletindo preocupações com negócios em nuvem e com movimentos de precificação.

A JD.com também mostrou recuo na bolsa. Especialistas destacam que a vigilância regulatória tende a aumentar a necessidade de clareza sobre investimentos em promoções e sobre a sustentabilidade de estratégias de subsídios no longo prazo.

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